Dinheiro
22/11/2007 - 17h54

UE reconhece esforços chineses no controle de brinquedos

da France Presse, em Bruxelas

A Comissão Européia reconheceu nesta quinta-feira o "progresso considerável" da China no controle de segurança dos brinquedos, depois de ter ameaçado, em setembro, banir certos produtos duvidosos após as retiradas em massa do mercado.

Com a chegada do Natal, a comissária européia para o Consumo, Meglena Kuneva, estipulou em dois meses o prazo para fazer um balanço sobre a eficácia dos controles da segurança dos jogos.

Após os recalls em massa dos brinquedos perigosos fabricados na China pela empresa americana Mattel, ela não eliminou a possibilidade de interditar a importação de produtos chineses duvidosos se Pequim não agisse para melhorar suas normas de segurança.

Ao final do prazo estabelecido, a comissária considerou nesta quinta-feira "satisfatório" o relatório enviado pela China, que produz 60% dos brinquedos vendidos no mundo.

Como todos os produtos de grande consumo foram afetados, "Pequim aumentou de forma significativa suas investigações nas empresas chinesas, após os alertas emitidos contra seus produtos nos países europeus", ressaltou a comissária.

De julho a setembro, Pequim investigou 184 casos assinalados pelo sistema de alerta europeu, que divulgou para todos os países do continente a lista de produtos de consumo com risco elevado --exceto alimentos, produtos farmacêuticos e dispositivos médicos.

Nos 12 últimos meses, as autoridades chinesas haviam se contentado em controlar 84 casos apontados pelos europeus. As investigações das autoridades chinesas de julho a setembro acabaram desencadeando o bloqueio das exportações para 50% dos casos analisados.

A China, que pretende adotar em dezembro seu próprio sistema de alerta, se comprometeu a enviar relatórios trimestrais ao órgão executivo da União Européia sobre os alertas vindos da Europa.

"Estes resultados mostram um avanço considerável das autoridades chinesas para adotar medidas de correção", comentou Kuneva.

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