Agência internacional alerta para uso político de petróleo e gás
da Efe, em Berlim
O economista-chefe da AIE (Agência Internacional da Energia), Fatih Birol, vê com preocupação o fato de o petróleo e o gás estarem se transformando em um instrumento político e acredita que os consórcios petrolíferos ocidentais têm cada vez menos poder.
Em entrevista publicada hoje pelo jornal alemão "Die Welt", Birol afirma que a exploração destes recursos se concentra cada vez mais em poucos países, como Irã, Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes e Rússia.
"Isso eleva o risco de que o petróleo e o gás se transformem em um instrumento de pressão e aumenta o peso político dos países exploradores", sustenta.
O fato de que o gás e o petróleo estejam se transformando em um instrumento político é, segundo ele, "uma má notícia para a política internacional".
Para Birol, a concentração de poder levou a que os "consórcios petrolíferos ocidentais se encontrem em uma crise de identidade".
"Embora ainda haja enormes reservas, a maioria se encontra no Oriente Médio, e (os consórcios ocidentais) não têm acesso a esses países", o que faz com que percam toda possibilidade de crescer e, com o tempo, se transformarão em pequenos ofertantes no mercado do petróleo.
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