Presidente do BC nega uso das reservas em fundo soberano
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esclareceu nesta segunda-feira que as reservas internacionais não serão usadas para constituir um fundo soberano, que poderá atender a demanda de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para 2008.
"O fundo não vai usar recursos das reservas. O fundo vai adquirir recursos no mercado, diretamente. As reservas continuarão sendo administradas pelo Banco Central exatamente segundo as normas legais e internacionais de administração de reservas", disse Meirelles, taxativo, após um encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Horas antes, porém, Guido Mantega havia admitido que "uma parte pequena das reservas internacionais" seria usada para constituir o fundo soberano. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda ao comentar a volatilidade do mercado -- associada a um eventual uso das reservas.
"Um fundo que vai fazer aplicações em títulos de primeira linha e será com uma parte pequena das reservas não tem absolutamente nenhuma repercussão na segurança cambial do país", disse o ministro.
Mantega atribui a volatilidade do mercado às repercussões da crise financeira nos Estados Unidos. "A volatilidade decorre de uma certa deterioração do subprime, da espera de novas perdas pelos bancos americanos. Então houve um aumento da aversão ao risco por causa desta deterioração nos Estados Unidos" disse.
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, esclareceu nesta segunda-feira que as reservas internacionais não serão usadas para constituir um fundo soberano, que poderá atender a demanda de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para 2008.
"O fundo não vai usar recursos das reservas. O fundo vai adquirir recursos no mercado, diretamente. As reservas continuarão sendo administradas pelo Banco Central exatamente segundo as normas legais e internacionais de administração de reservas", disse Meirelles, taxativo, após um encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Horas antes, porém, Guido Mantega havia admitido que "uma parte pequena das reservas internacionais" seria usada para constituir o fundo soberano. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda ao comentar a volatilidade do mercado -- associada a um eventual uso das reservas.
"Um fundo que vai fazer aplicações em títulos de primeira linha e será com uma parte pequena das reservas não tem absolutamente nenhuma repercussão na segurança cambial do país", disse o ministro.
Mantega atribui a volatilidade do mercado às repercussões da crise financeira nos Estados Unidos. "A volatilidade decorre de uma certa deterioração do subprime, da espera de novas perdas pelos bancos americanos. Então houve um aumento da aversão ao risco por causa desta deterioração nos Estados Unidos", disse.
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