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Dinheiro
27/11/2007 - 10h34

Magazine Luiza deve abrir 50 lojas na Grande São Paulo

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TATIANA RESENDE
da Folha de S.Paulo

O Magazine Luiza, terceira maior rede varejista de eletros e móveis do país, vai chegar a Grande São Paulo no próximo ano com a abertura de 50 lojas.

Cerca de 40% das vendas da rede pela internet já têm como destino essa região. A superintendente Luiza Helena Trajano disse que a data ainda não foi definida, mas todas as lojas devem ser abertas no mesmo dia. "Gostaria que fosse já no primeiro semestre", afirmou.

Dos 50 pontos-de-venda, foram definidos o local de 35 unidades, das quais 25 em imóveis antes alugados à rede Kolumbus, que encerrou as atividades. O maior dos seis centros de distribuição da empresa fica em Louveira (SP), às margens da Rodovia dos Bandeirantes, e foi inaugurado ontem de olho no mercado paulistano.

Frederico Trajano, diretor de marketing e vendas da rede, afirma que o foco inicial das lojas serão os bairros periféricos, direcionadas às classes C, D e E, mas não revelou os investimentos na expansão. A superintendente ressaltou que a demora na entrada no mercado paulistano "não foi por medo dos concorrentes". "Temos menos concorrência em São Paulo do que nas cidades do interior."

A previsão de faturamento da rede para este ano é de R$ 2,8 bilhões, 31% a mais do que em 2006. Nesse número não está incluída a carteira de crédito, que deve fechar 2007 em R$ 1,1 bilhão. Há 723 mil clientes com cartão de crédito da empresa atualmente e a previsão é chegar a 4 milhões em 2010.

Nos serviços financeiros, além da LuizaCred, em parceria com o Unibanco, a empresa tem ainda a LuizaSeg, com a seguradora Cardif, atuando principalmente na garantia estendida de produtos, como eletroeletrônicos e móveis.

O Magazine Luiza está em sete Estados com 376 lojas --até o final do ano serão 392. A rede, que faz 50 anos neste mês, tem 11 mil funcionários e, com as lojas na Grande São Paulo, até novos 1,8 mil postos de trabalho serão gerados. Outras dez unidades devem ser abertas em Belo Horizonte em 2008.

Ainda não há previsão de abertura de capital da empresa, que pode acontecer já no próximo ano. "A decisão é sem volta, por isso estamos esperando o melhor momento", comentou Trajano, frisando que a rede tem capital e estrutura para fazer os investimentos necessários nos próximos dois anos.

Além das lojas convencionais, a empresa tem 60 virtuais, ou seja, onde não há exposição de produtos. Essas unidades precisam de 15% do investimento de uma loja convencional, mas pode alcançar 50% de seu faturamento, diz Trajano.

O comércio eletrônico já responde por 13% de todo o faturamento da empresa e vem mantendo, nos últimos quatro anos, um crescimento anual médio acima de 100%. O tíquete médio é de R$ 485.

Para o Natal, a previsão é de um crescimento de 40% nas vendas, com relação ao mesmo período do ano passado, com destaque para eletroeletrônicos como TVs de tela grande, celulares, computadores e câmeras digitais.

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