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Dinheiro
30/11/2007 - 10h59

Braskem fecha acordo com Petrobras para integrar petroquímicas

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da Folha Online

A Braskem comunicou nesta sexta-feira acordo com a Petrobras, a Petroquisa e a Odebrecht para integrar os ativos da Copesul, Ipiranga Química, Ipiranga Petroquímica, Petroquímica Paulínia e Petroquímica Triunfo. A iniciativa vai fazer da Braskem o maior grupo petroquímico do país, segundo informou a estatal.

A operação tem um prazo de conclusão de seis meses. A Braskem deve emitir 103,4 milhões de novas ações, sendo 46,9 milhões de ações ordinárias e 56,5 milhões de ações preferenciais. Dessa forma, Petrobras e Petroquisa devem aumentar sua participação no capital social da Braskem de 6,8% para 25%. Considerando somente o capital votante, a participação aumenta de 8,1% para 30%.

"A Braskem confirma um valor de sinergias resultante dessa integração de ativos de US$ 1.147 milhões, em valor presente líquido. Além disso, a Companhia espera obter ganhos adicionais com as sinergias entre os ativos da Braskem e as refinarias e centros de pesquisa da Petrobras", avalia a gigante do setor petroquímico, em seu comunicado ao mercado.

Em nota, a Petrobras informou que a operação faz parte de sua estratégia para "a reorganização do setor petroquímico em empresas com capacidade competitiva para enfrentar a concorrência com multinacionais que atuam no mercado de produtos petroquímicos, iniciada com as aquisições da Ipiranga e da Suzano Petroquímica.

A Braskem já controla a Copesul, a Ipiranga Petroquímica e a Ipiranga Química. A Petroquímica Triunfo, que adquire matéria-prima da Copesul, tem capacidade de produção de 160 mil toneladas de polietileno. Já a Petroquímica Paulínia, uma joint venture entre Braskem e Petrobras, deve entrar em operação em abril de 2008, com capacidade de produção de 350 mil toneladas de polietileno.

Pelo acordo, a Braskem deve integrar 37,3% do capital da Copesul, 40% da Ipiranga Química e Ipiranga Petroquímica, 40% de Paulínia e 100% de Triunfo.

José Carlos Grubich, presidente da Braskem, afirma que o acordo vai permitir à companhia "acelerar seu projeto estratégico de estar entre as dez principais empresas globais no setor".

Segundo a empresa, o acordo "está sendo notificado" ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

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