Petrobras, Petroquisa e Unipar criam Sociedade Petroquímica
da Folha Online
A Petrobras, a Petroquisa (Petrobras Química) e a Unipar (União de Indústrias Petroquímicas) informaram nesta sexta-feira a conclusão das negociações para formação de uma Sociedade Petroquímica.
Segundo comunicado enviado à CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a Petrobras e a Unipar verificaram a necessidade de promover a consolidação do setor petroquímico brasileiro "de forma a se ter empresas com maiores escalas, com tecnologia e gestão capazes de torná-las competitivas em termos mundiais".
A previsão é que a integração de seus ativos resultará na criação de uma empresa petroquímica "com escala global e elevada competitividade, com capacidade de produção, em 2008, de cerca de 1,9 milhão de toneladas de poliolefinas, integrada na produção de 2,4 milhões de petroquímicos básicos e com localização privilegiada no Mercosul, dada a proximidade de seus ativos do maior centro de consumo e das principais fontes de matérias-primas da região".
Há mais de 35 anos no segmento petroquímico, a Unipar adquiriu em 2007 as participações detidas pela SEP e pela Dow Brasil na Petroquímica União, além de ter adquirido também a planta de polietileno da Dow em Cubatão. A Petrobras, por sua vez, adquiriu a Suzano Petroquímica --o negócio, anunciado em 3 de agosto, foi concluído hoje.
As ações ordinárias a serem emitidas como conseqüência da integração dos ativos na Sociedade Petroquímica serão detidas na proporção de 60% pela Unipar e 40% pela Petrobras. O controle acionário da Sociedade Petroquímica será da Unipar.
Para a formação da Sociedade Petroquímica, foram realizadas avaliações dos ativos das empresas pelo Banco ABN-AMRO Real, com base no critério de fluxo de caixa descontado, sem prêmio de controle.
Ações
Segundo comunicado, a Sociedade Petroquímica será formada por participação acionária dividida da seguinte forma:
Pela Suzano Petroquímica, representada por 97,3 milhões de ações ordinárias e 75,2 milhões ações preferenciais; e por participação acionária na Petroquímica União, detida pela Petroquisa, representada por 8.738.092 ações ordinárias e 8.738.094 ações preferenciais, equivalente a 8,43% do seu capital social total.
Da Unipar, haverá participação na Rio Polímeros, representada por 423.965.910 ações ordinárias e 96 ações preferenciais equivalente a 33% do seu capital social total.
Um montante de R$ 380 milhões será utilizado na aquisição de participações na Riopol, sendo 211.982.955 ações ordinárias e 48 ações preferenciais de titularidade da Petroquisa, representando o equivalente a 16,66% do seu capital social total; e 203.241.390 ações ordinárias e 46 ações preferenciais de titularidade da Suzano, representando o equivalente a 15,98% do seu capital social total, pelo preço certo e ajustado de R$ 0,9152 por ação.
Há ainda a participação na Petroquímica União, representada por 27.478.451 ações ordinárias e 23.972.650 ações preferenciais, equivalente a 51,35% do seu capital social total; participação na Polietilenos União S.A., representada por 48.224.949 ações ordinárias equivalente a 99,99% do seu capital social total.
Processo
Como passo preliminar à formação da Sociedade Petroquímica, a Unipar aportará seus ativos. As empresas Petrobras, por sua vez, aportarão a participação detida pela Petroquisa e Petroquímica União pelo respectivo valor patrimonial, em sociedade controlada pela Petrobras e utilizada como veículo de aquisição das ações da Suzano (Newco).
Em assembléia geral, será deliberada a conversão de parte das ações ordinárias de propriedade da Petrobras em ações preferenciais resgatáveis equivalentes a R$495 milhões.
Assim que a Sociedade esteja formada, ela irá adquirir 211.982.955 ações ordinárias e 48 ações preferenciais de titularidade da Petroquisa, bem como 203.241.390 ações ordinárias e 46 ações preferenciais de titularidade da Suzano, todas de emissão da Riopol, à vista, pelo preço de R$ 380 milhões, correspondendo a R$ 0,9152 por ação.
Além disso, a Unipar, por intermédio da sua controlada Newco, dentro de 30 dias, irá requerer à CVM o registro de oferta pública de aquisição de ações de emissão da União, com o objetivo de cancelar seu registro como companhia aberta --a oferta será feita pelo preço de R$ 15,9682 por ação.
A Newco, em um mês, irá requerer à CVM o registro de oferta pública de aquisição de ações de emissão da Suzano, por conta da aquisição do seu controle pela Petrobras.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
- Braskem fecha acordo com Petrobras para integrar petroquímicas
- Lucro da Unipar cresce 171,94% entre janeiro e setembro
- Lucro da Braskem sobe 1.331% em nove meses e atinge R$ 541 mi
- Veja como fazer sua empresa crescer com sucesso
Especial


