Bovespa fecha em alta de 1,4%, com otimismo global; ação da BM&F dispara 22%
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
O otimismo sobre a possível queda dos juros nos EUA ajudou a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) a encerrar o último pregão do mês no azul, mas sem "zerar" as perdas acumuladas no período.
Os problemas da economia americana, às voltas com a ameaça de uma recessão, preocupou investidores e analistas em todo o mundo e derrubou a Bovespa em quase 10% neste mês. Nos últimos três pregões, porém, a sinalização de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) deve reduzir os juros básicos --hoje, em 4,5% ao ano-- em sua reunião do próximo dia 11 permitiu um alívio nos mercados.
O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa brasileira, valorizou 1,37% no encerramento deste pregão e atingiu os 63.006 pontos. No mês, o indicador acumula desvalorização de 3,54%.
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,794 para venda, em declínio de 0,05%, nos últimos negócios registrados nesta sexta-feira.
O volume financeiro na Bolsa foi bastante alto: R$ 10,5 bilhões, inflado pela estréia das ações da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), que movimentaram R$ 2,61 bilhões.
A ação da BM&F disparou 25% logo no início das operações. O excesso de ofertas por investidores, principalmente do tipo pessoa física, chegou a congestionar o sistema de negociações eletrônico da Bovespa, que ficou travado por cerca de 20 minutos, segundo relato de operadores. No encerramento do pregão, o papel foi negociado a R$ 24,40, em alta de 22%.
Outro papel que se destacou foi a ação da Braskem, a gigante do setor petroquímico. Hoje, a Braskem anunciou acordo com a Petrobras e a Petroquisa para incorporações de ativos que a converte na terceira maior empresa do setor no continente americano. A ação preferencial, que chegou a subir 10% pela manhã, finalizou o pregão em alta de 6,56%, a R$ 15,75.
Fed
Ontem à noite, o presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, afirmou que o banco deverá "estar excepcionalmente alerta e ser flexível" para enfrentar os efeitos das turbulências financeiras e da crise imobiliária.
A declaração de Bernanke reforçou a percepção entre os analistas de que o Fed está realmente disposto a promover uma nova rodada de redução dos juros básicos da economia --hoje em 4,50% ao ano-- como forma de evitar uma recessão nos EUA.
Na quarta-feira, o vice-presidente do Fed, Donald Kohn, já havia alimentado as expectativas de investidores e analistas ao afirmar que a recente turbulência no mercado financeiro poderia reduzir ainda mais a oferta de crédito a consumidores e empresas. Ele também afirmou que as condições financeiras mais restritas poderiam merecer merecer uma ação do Fed.
Outra notícia também ajudou a melhorar o humor dos investidores: o encontro do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, com autoridades e empresas do setor imobiliário animou rumores de um possível acordo para congelar as taxas de juros para empréstimos hipotecários. Para analistas, um possível acordo nesse sentido poderia aliviar os efeitos da crise dos créditos "subprime".
"Se esse acordo acontecer, é claro que vai ajudar o mercado, mas não resolve todos os problemas. Os bancos ainda vão continuar a mostrar rombos no balanço do quarto trimestre", afirma o diretor da corretora Ágora Álvaro Bandeira. "Além disso, todo mundo sabe que a economia vai desacelerar esse trimestre, mas ninguém sabe se vai ser um queda suave e curta ou desaceleração brusca e duradoura", acrescenta.
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Especial


LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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