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Dinheiro
23/01/2008 - 20h45

Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia

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da Folha Online

A taxa de juros é o instrumento utilizado pelo BC (Banco Central) para manter a inflação sob controle. Se os juros caem muito, a população tem maior acesso ao crédito e consome mais. Este aumento da demanda pode pressionar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender esse maior consumo. Por outro lado, se os juros sobem, a autoridade monetária inibe consumo e investimento, a economia desacelera e você evita que os preços subam.

Com a redução da taxa básica de juros (Selic), o BC também diminui a atratividade das aplicações em títulos da dívida pública. Assim, começa a "sobrar" um pouco mais de dinheiro no mercado financeiro para viabilizar investimentos que tenham retorno maior que o pago pelo governo.

É por isso que os empresários pedem corte nas taxas, para viabilizar investimentos. Nos mercados, reduções da taxa de juros viabilizam normalmente migração de recursos da renda fixa para a Bolsa de Valores.

Em um cenário normal, é também por esse motivo que as Bolsas sobem nos Estados Unidos ao menor sinal do Federal Reserve (BC dos EUA) de que os juros possam cair.

Quando o juro sobe, acontece o inverso. O investimento em dívida suga como um ralo o dinheiro que serviria para financiar o setor produtivo.

Selic

Selic é a sigla para Sistema Especial de Liquidação e Custódia, criado em 1979 pelo Banco Central e pela Andima (Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto) com o objetivo de tornar mais transparente e segura a negociação de títulos públicos.

O Selic é um sistema eletrônico que permite a atualização diária das posições das instituições financeiras, assegurando maior controle sobre as reservas bancárias.

Hoje, Selic identifica também a taxa de juros que reflete a média de remuneração dos títulos federais negociados com os bancos. A Selic é considerada a taxa básica porque é usada em operações entre bancos e, por isso, tem influência sobre os juros de toda a economia.

Copom

O Copom foi instituído em junho de 1996 para estabelecer as diretrizes da política monetária e definir a taxa de juros.

O colegiado é composto pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e os diretores de Política Monetária, Política Econômica, Estudos Especiais, Assuntos Internacionais, Normas e Organização do Sistema Financeiro, Fiscalização, Liquidações e Desestatização, e Administração.

O Copom se reúne em dois dias seguidos. No primeiro dia da reunião, participam também os chefes dos seguintes: Departamento Econômico (Depec), Departamento de Operações das Reservas Internacionais (Depin), Departamento de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos (Deban), Departamento de Operações do Mercado Aberto (Demab), Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), além do gerente-executivo da Gerência-Executiva de Relacionamento com Investidores (Gerin).

Comentários dos leitores
marco silva (2) 06/12/2007 09h09
marco silva (2) 06/12/2007 09h09
GUARULHOS / SP
Quando se fala em redução da inflação, fala-se em aumento da taxa selic. Até hoje, nunca ví discussão a respeito da redução da taxa do compulsório, a que os bancos são submetidos pelo total dos depósitos à vista, depositados diariamente no bacen. Aí sim é onde se concentra a política de controle da moeda e consequentemente mais ou menos dinheiro no mercado financeiro para aquecimento da economia, sem entretanto, encher os bolsos dos investidores estrangeiros com a selic. sem opinião
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jao abao (2) 06/12/2007 00h37
jao abao (2) 06/12/2007 00h37
RIO DE JANEIRO / RJ
Nao vejo mau algum porque vejo muito mal. Desculpem-me os caros co-leitores deste prestigioso pasquim quatrocentao. 1 opinião
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Roberto Machado (1) 06/12/2007 00h21
Roberto Machado (1) 06/12/2007 00h21
TERESINA / PI
O Sr. Henrique Meireles teima em manter os juros altos, diz que o Brasil nunca esteve numa situação tão confortável com grandes reservas em dólar. É preciso avisar este cidadão que o dólar está derretendo 4 opiniões
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