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Dinheiro
05/12/2007 - 20h32

Comércio chama de "erro" decisão do Copom e espera retomada dos cortes

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da Folha Online

Representantes do setor comercial classificaram de "erro" e de "decisão incompreensível" a decisão de manter a taxa básica de juros em 11,25%, como anunciado nesta quarta-feira pelo Copom (Comitê de Política Monetária).

"A continuidade da queda da Selic é muito importante para aliviar o caixa do governo, que pode usar a folga em investimentos e para reduzir a dívida pública. Também por esta razão a decisão do Copom é incompreensível e injustificável", afirmou Abram Szajman, presidente da Fecomércio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo).

Ele comparou a atuação do Copom com a provável decisão do comitê do Federal Reserve (o banco central dos EUA), que deve reduzir os juros americanos, como espera a maioria do mercado financeiro, em reunião marcada para o dia 11.

"O Fed tenta evitar que os efeitos da crise imobiliária se tornem uma recessão prolongada e vai reduzir os 'Fed Funds' [os juros básicos] de 4,5% para 4%, um corte mais ousado do que as últimas reduções do Copom" afirmou ele.

Gastos altos

"Não adianta manter a taxa de juros e insistir em uma política de carga tributária crescente e de gastos altos", disse o presidente da Fecomércio do Rio, Orlando Diniz. "De janeiro a outubro deste ano, o governo pagou R$ 135,2 bilhões de juros e economizou R$ 106,6 bilhões, o que representa um déficit nominal de R$ 28,6 bilhões", lembra ele.

"O que o governo já gastou com juros no período, representa 3,7 vezes o que espera arrecadar com a CPMF [imposto do cheque] este ano, algo em torno de R$ 36 bilhões", acrescenta.

Segundo Alencar Burti, presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), existiam condições para o Comitê rebaixar a taxa Selic.

Para ele, o Copom "decepcionou aos empresários, que esperavam por uma redução,mesmo pequena, da taxa básica considerando o comportamento do índice de inflação, a esperada queda das taxas de juros nos países desenvolvidos e o impacto dos custos financeiros sobre a dívida pública".

"Aguardamos, agora, a próxima reunião, com a esperança de que o Comitê reinicie o processo de redução da taxa Selic, para permitir que a economia possa manter o ritmo de crescimento em 2008", acrescentou.

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Comentários dos leitores
marco silva (2) 06/12/2007 09h09
marco silva (2) 06/12/2007 09h09
GUARULHOS / SP
Quando se fala em redução da inflação, fala-se em aumento da taxa selic. Até hoje, nunca ví discussão a respeito da redução da taxa do compulsório, a que os bancos são submetidos pelo total dos depósitos à vista, depositados diariamente no bacen. Aí sim é onde se concentra a política de controle da moeda e consequentemente mais ou menos dinheiro no mercado financeiro para aquecimento da economia, sem entretanto, encher os bolsos dos investidores estrangeiros com a selic. sem opinião
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jao abao (2) 06/12/2007 00h37
jao abao (2) 06/12/2007 00h37
RIO DE JANEIRO / RJ
Nao vejo mau algum porque vejo muito mal. Desculpem-me os caros co-leitores deste prestigioso pasquim quatrocentao. 1 opinião
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Roberto Machado (1) 06/12/2007 00h21
Roberto Machado (1) 06/12/2007 00h21
TERESINA / PI
O Sr. Henrique Meireles teima em manter os juros altos, diz que o Brasil nunca esteve numa situação tão confortável com grandes reservas em dólar. É preciso avisar este cidadão que o dólar está derretendo 4 opiniões
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