Governo restringe tarifas que bancos podem cobrar
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O governo federal anunciou nesta quinta-feira um conjunto de normas para tentar regularizar a cobrança de tarifas bancárias. Entre as medidas anunciadas estão a padronização da nomenclatura de serviços, o fim da cobrança de uma taxa para liquidação antecipada de novos contratos de crédito e uma fórmula de cálculo para estes pagamentos.
"O CMN [Conselho Monetário Nacional] resolveu disciplinar a cobrança das tarifas bancárias. Ultimamente, tem se multiplicado os serviços bancários que são praticados e, conseqüentemente, a cobrança de tarifas. Essa multiplicação de serviços tem aumentado os custos para os clientes", afirmou o ministro Guido Mantega (Fazenda).
Na resolução que tratará do assunto, fica estabelecido que os bancos só poderão cobrar por serviços liberados pelo governo. Eles foram divididos em quatro categorias: serviços essenciais, prioritários, especiais e diferenciais.
Os serviços essenciais são aqueles referentes à movimentação de depósitos à vista e de poupança e não serão passíveis da cobrança de tarifas. Para isso, o governo estipulou um pacote básico de tarifas que inclui fornecimento de cartão de débito, dez folhas de cheque por mês, quatro saques por mês, compensação de cheques, duas transferências de dinheiro na mesma instituição por mês e dois extratos.
No caso dos serviços prioritários, foram definidos critérios para cobrança de tarifas. As instituições financeiras terão que seguir uma nomenclatura definida e o reajuste de tarifas só poderá ser feito após 180 dias da implementação do seu reajuste anterior.
A regra valerá a partir do dia 30 de abril de 2008. Se, por exemplo, o banco reajustar uma tarifa no dia 1º de maio, o próximo só poderá ocorrer em 29 de outubro.
No grupo de serviços especiais estão aqueles com regulamentação específica e não sofrerão alterações --como o crédito rural e imobiliário.
Já os serviços diferenciados-- como entrega em domicílio e aluguel de cofre-- não foram considerados pelo CMN como serviços associados à movimentação de conta corrente ou poupança e, por isso, estarão sujeitos apenas ao contrato firmado entre cliente e banco.
Liquidação antecipada
O CMN editará uma nova resolução proibindo os bancos de cobrarem tarifa para liquidação antecipada (TLA) de operações de crédito e leasing feitas por pessoas físicas ou micro e pequenas empresas. A regra vale apenas para os contratos assinados a partir da edição da medida, cuja data não foi fixada.
Hoje, a maior parte das instituições estipula uma TLA para o pagamento antecipado e não há uma regra para trazer o valor da dívida ao valor presente. A resolução que será editada também define a fórmula para cálculo.
No caso dos contratos em até 12 meses, a instituição financeira deverá utilizar a taxa de juros presente no contrato. Acima deste prazo, ela deverá usar esta taxa de juros ajustada pela variação da taxa Selic.
Até o dia 3 de março de 2008, as instituições financeiras deverão divulgar também o custo efetivo total (CET) de uma operação de crédito, que deverá ser expressa em taxa percentual ao ano. O objetivo é evitar que uma instituição anuncie financiamentos a taxas de juros reduzidas e, no ato do contrato, inclua tarifas, como a de abertura de crédito, o que encarece o custo efetivo do financiamento.
A CET deverá considerar o fluxo das liberações de recursos e de pagamentos, juros, tributos, tarifas, seguros e outras taxas cobradas do cliente. Essa taxa deverá constar das propagandas feitas pelas instituições financeiras.
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Especial


Isso se chama "cala boca".
O Banco do Brasil para aumentar a sua oferta de crédito precisa trocar pelo menos os burocratas com poder de decisão nas áreas relacionadas a concessão de limite a micro, pequenas e médias empresas.
Só assim as coisas vão andar...
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Normalmente o crédito aqui, vai para quem não precisa de dinheiro.
O problema que vivemos agora, é muito mais de falta de confiança, do que de falta de dinheiro...
As pessoas de forma geral, tem receio em assumir novas dívidas, sem ter alguma noção do que vem pela frente.
E mesmo com essa "queda nos juros", o custo do dinheiro, ainda é absurdamente alto e inviabiliza o crescimento acelerado da economia.
Menos juros, sempre é bom;
Mas não é o bastante...
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Bancos - Seguradoras - Financiadoras - Planos de Saúde.
Existe um quinto mas esse não é um Cavaleiro, é o Comandante, é o Capetão: O governo e seus impostos insanos.
Onde está o Apocalipse? O Apocalipse está no seu bolso. E faz tempo, não é meu amigo? Que lástima!
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