Investimento na produção industrial reduz risco de inflação, aponta Iedi
da Folha Online
O vigor do crescimento da fabricação de bens de capital tem sido crucial para resolver os altos índices de capacidade instalada da indústria, segundo análise do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), divulgada nesta sexta-feira.
Aliado à expansão das importações de máquinas e equipamentos, o desempenho desse segmento indica novos investimentos na produção, evitando, assim, pressões inflacionárias, aponta o Iedi.
O instituto cita dados da indústria divulgados nesta semana pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que apontou crescimento da produção de 10,3% (média geral) em relação ao mês de outubro de 2006, a maior taxa de expansão registrada desde agosto de 2004, de 13,3%, No acumulado entre janeiro e outubro, o índice alcançou 5,9% ante igual período do ano passado.
"O grande destaque é o segmento de bens de capital que no ano está na liderança da expansão da atividade industrial, com incremento de 18,8%, seguido pelo segmento de bens de consumo duráveis (8,7%)", informou o Iedi.
Na comparação mensal (outubro de 2007 versus outubro de 2006), e com desempenho muito acima ao da média global da indústria (10,3%), o segmento de bens de capital se manteve à frente entre as categorias de uso, com taxa de crescimento de 26,8%.
"O extraordinário desempenho dessa categoria de uso, que cresce a dois dígitos desde o início do ano, está apoiado no dinamismo de todos os seus subsetores, com destaque para equipamentos de transporte (30,1%), bens de capital de uso misto (20,2%), para energia elétrica (52,6%) e para fins industriais (13,2%)", destacou o estudo.
Consumo
Com ritmo também superior ao da média da indústria, "o setor de bens de consumo duráveis ampliou sua produção em 18,2%, sustentada basicamente pela demanda interna, garantida pela manutenção das condições favoráveis de crédito e pelo aumento da massa de rendimento".
Nesse segmento, além da maior fabricação de automóveis (26,1%), houve aumento na produção de eletrodomésticos (13,9%), refletindo o desempenho favorável dos eletrodomésticos da "linha marrom" (12,2%), da "linha branca" (15,6%) e outros eletrodomésticos (15,4%).
Embora com menor ímpeto, a produção de bens intermediários cresceu 8,8% --melhor resultado desde agosto de 2004 (11,4%). Já o segmento produtor de bens de consumo semiduráveis e não-duráveis avançou 5,9% em comparação com outubro de 2006.
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