Governo não teme que construção de usina no Madeira fique inviável
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse que, apesar da tarifa da energia da usina de Santo Antônio ter ficado muito abaixo do valor esperado, o governo não teme que o projeto se torne inviável e o consórcio vencedor não consiga construir a este preço.
"Não estamos falando de amadores. São grupos extremamente experientes, não vemos esta preocupação", disse o ministro.
Ele disse ainda que os contratos que serão assinados com o consórcio vencedor exigem garantias financeiras muito pesadas. Caso a construção não for feita no prazo estipulado, o consórcio terá punições.
BNDES banca 75%
O representante do consórcio Madeira Energia, Irineu Meirelles, disse que 75% dos custos da usina serão financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e que o restante será bancado pelos membros do consórcio.
O consórcio Madeira Energia é formado por Odebrecht (17,6%), Furnas Centrais Elétricas (39%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e um fundo de investimentos formado por Banif e Santander (20%).
Meirelles afirmou que a empresa não tem uma decisão tomada quanto à participação no leilão da usina de Jirau --que formará o complexo hidrelétrico do rio Madeira com a usina de Santo Antônio. "Vamos primeiro digerir Santo Antônio para depois tratar de Jirau", disse.
O executivo informou ainda que a Odebrecht está em negociação com o mercado livre para a definição de preços para estes compradores. Até 30% da energia gerada por Santo Antônio poderá ser destinada para esses consumidores --em geral indústrias e shoppings centers.
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