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Dinheiro
10/12/2007 - 16h06

Construção de usina do rio Madeira começará até setembro

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ANA PAULA RIBEIRO
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

A construção da usina de Santo Antônio, no rio Madeira, deverá começar até setembro, informou nesta segunda-feira o diretor-presidente do consórcio Madeira Energia, Irineu Meirelles, que venceu a disputa.

Ele explicou que setembro é o mês limite porque é quando começam as chuvas e, se não forem feitas obras preparatórias até esse período, é necessário esperar até 2009 para começar a construção.

Antes do início das obras, porém, o Ibama terá que conceder uma licença de instalação. Meirelles disse esperar que a licença seja concedida rapidamente, já que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) já fez todos a análise da obra para conceder a licença prévia, pré-requisito para a obra ir a leilão.

"Vamos tentar agilizar a licença para que possamos dar início à construção o mais rápido possível", declarou.

Novos sócios

O consórcio Madeira Energia, formado por Odebrecht (17,6%), Furnas Centrais Elétricas (39%), Construtora Norberto Odebrecht (1%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e um fundo de investimentos formado por Banif e Santander (20%) venceu o leilão ao oferecer um lance de R$ 78,90/MWh. O valor é 35% mais barato do que o preço-teto de R$ 122/MWh.
De acordo com Meirelles, novos sócios poderão entrar no consórcio até a assinatura dos contratos. Eles ainda negociam com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) --que além de financiar a construção poderá também ser sócio no empreendimento-- com a Vale do Rio Doce e com fundos de pensão.

"Estamos conversando ainda com várias empresas, não há nada definido", afirmou.

Meirelles disse ainda que o consórcio definiu a tarifa a ser oferecida de forma a vencer o leilão já na primeira rodada. Caso a tarifa fosse até 5% menor do que a dos outros concorrentes, o leilão seguiria para a segunda rodada.

Segundo o ministro Nelson Hubner (Minas e Energia), os outros dois consórcios que participavam da licitação ofereceram lances de R$ 98,05/MWh e R$ 94/MWh. O ministro não informou o lance de cada consórcio.

Além do Madeira Energia, participaram do leilão Consórcio de Empresas Investimentos de Santo Antônio (Camargo Corrêa, Chesf, CPFL Energia e Endesa), e o Consórcio Energia Sustentável do Brasil (Suez e Eletrosul).

O consórcio liderado pela Odebrecht era considerado favorito porque a empreiteira, juntamente com a estatal Furnas, foi a responsável pelos estudos de viabilidade do empreendimento, que começaram a ser feitos em 2001.

 

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