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Dinheiro
11/12/2007 - 10h00

Produção bovina recua 0,6% prejudicada pelas exportações, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O rebanho brasileiro de bois teve redução de 0,6% em 2006, aponta a Pesquisa da Pecuária Municipal, divulgada nesta terça-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O levantamento indica que o efetivo de 2006 foi de 205,9 milhões de cabeças, ante 207,1 milhões de cabeças verificados no ano anterior.

Apesar do pequeno recuo, o Brasil detém o segundo maior rebanho do mundo, atrás da Índia.

Segundo o IBGE, o resultado foi influenciado pelo aumento do abate de matrizes bovinos nos últimos anos, que reduziu a capacidade de reposição do rebanho. Além disso, pesaram problemas sanitários que prejudicaram as exportações de carne, principalmente as suínas.

Ainda de acordo com o IBGE, a elevação dos custos de produção, principalmente dos produtos básicos da alimentação animal, configurou-se como um gargalo ao desenvolvimento das cadeias produtivas de carnes.

Já o efetivo de aves teve crescimento de 1,1%, e o de suínos, 3,3%. Os produtos de origem animal pesquisados apresentaram incremento em 2006, como mel (7,2%), ovos de galinha (5,8%), casulos de bicho-da-seda (5,8%), ovos de codorna (5,2%), leite (2,9%) e lã (0,9%).

Em relação ao rebanho bovino, a maior concentração foi constatada na região Centro-Oeste, que representa 34,2% do total. Lá estão os Estados que mais têm cabeças de gado no país: Mato Grosso, com 12,7%, e Mato Grosso do Sul, com 11,5%. Em seguida, vem Minas Gerais, com 10,8% do total de bois.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul perderam, respectivamente, 0,6% e 2,2% em relação a 2005. A variação, segundo o IBGE, pode ser atribuída em parte à atualização do cadastro em função da vacinação contra a febre aftosa. Minas, por outro lado, teve incremento de 3,7%.

São Paulo foi o Estado que apresentou a maior queda relativa (4,7%) em relação ao rebanho de bois. Em 2005, o Estado representava 6,5% do total, caindo para 6,2% no ano passado. O IBGE aponta que a concorrência de áreas de pastagens com a expansão do plantio de cana-de-açúcar influenciou decisivamente o resultado. Houve um expansão de 200 mil hectares da área plantada de cana-de-açúcar.

O maior ganho de participação foi de Pernambuco. Em 2006, o rebanho do estado representou 1% do total, ante participação anterior de 0,9% no ano anterior. Relativamente, a expansão do rebanho pernambucano foi de 9,7%.

A principal cidade produtora de bovinos continua sendo Corumbá (MS), com 1,9 milhão de cabeças. As posições subseqüentes permaneceram inalteradas, com São Félix do Xingu (PA) em segundo (1,5 milhão de cabeças) e Ribas do Rio Pardo (MS) em terceiro lugar (1,2 milhão de cabeças).

Apesar de problemas sanitários, a exportação de carne bovina aumentou 12,9% no ano passado, em comparação com 2005. Nesse ponto, o segmento que mais sentiu esse efeito foi o de carne suína. Segundo o IBGE, o fato de as vendas de carne bovina serem espalhadas por mais países, e serem pouco concentradas, influenciaram no resultado.

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