Desembolsos do BNDES atingem R$ 66,7 bilhões em 12 meses
da Folha Online
Os desembolsos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiram R$ 66,7 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em novembro, o que representa crescimento de 35% em relação ao mesmo período anterior.
As aprovações acompanharam o ritmo de aceleração, somando R$ 89 bilhões, uma alta de 33%. As consultas para novos financiamentos do BNDES entre dezembro de 2006 e novembro de 2007 foram de R$ 133,1 bilhões (aumento de 30%) e os enquadramentos, de R$ 109,8 bilhões (alta de 20%).
Segundo explica o BNDES, o setor de infra-estrutura ainda é principal responsável pela diferença entre o valor dos desembolsos e aprovações. Os projetos da área receberam nos últimos 12 meses R$ 25,7 bilhões, expansão de 44%. As aprovações cresceram 75%, totalizando R$ 39 bilhões no período.
As maiores demandas vieram das áreas de energia elétrica, com projetos aprovados no valor de R$ 9,8 bilhões (expansão de 112%), e transportes, de R$ 16,7 bilhões (alta de 88%). Para a construção foram aprovados R$ 4 bilhões (alta de 78%).
Os desembolsos para a indústria cresceram 21%, somando R$ 30 bilhões. As aprovações de R$ 37,5 bilhões representaram alta de 6%, com destaque para a agroindústria (R$ 7,8 bilhões, alta de 140%), setor mecânico (R$ 3,7 bilhões e alta de 102%) e indústria extrativa (R$ 2,2 bilhões, aumento de 740%).
A agropecuária acelerou o ritmo de crescimento observado ao longo do ano, registrando aceleração de 43% nos desembolsos (R$ 4,9 bilhões) e de 21% nas aprovações (R$ 4,9 bilhões).
Anual
Os desembolsos acumulados entre janeiro e novembro deste ano somaram R$ 56,6 bilhões, valor 34,2% superior ao dos mesmos meses do ano passado. As aprovações, de R$ 76,9 bilhões, superaram em 23,6% o montante de igual período de 2006. Os enquadramentos somaram R$ 99,6 bilhões (alta de 16,9%) e as consultas 118 bilhões (alta de 29,8%).
Os setores industrial e de infra-estrutura responderam pela maior parte dos desembolsos em 2007, no valor de R$ 23,8 bilhões (alta de 13%) e de R$ 23,7 bilhões (alta de 58%), respectivamente. Para a agropecuária foram liberados R$ 4,4 bilhões (aumento de 50,6%) e para o setor de comércio e serviços R$ 4,7 bilhões (88,6% a mais).
Na indústria, os destaques nos desembolsos ficaram por conta da agroindústria (R$ 4,5 bilhões, alta de 39%) e das áreas de metalurgia (R$ 3,2 bilhões, alta de 91,5%) e química e petroquímica (R$ 3,7 bilhões, alta de 91,7%). Em infra-estrutura, os setores de transporte terrestre (R$ 9,8 bilhões, alta de 52%) e energia elétrica (R$ 4,9 bilhões, alta de 78,5%) lideraram as liberações.
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