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Dinheiro
12/12/2007 - 19h58

Medidas de bancos centrais garantem altas nas Bolsas dos EUA

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da Folha Online

As Bolsas americanas fecharam em alta nesta quarta-feira. O principal motivo para o otimismo no mercado foi a ação conjunta dos bancos centrais dos Estados Unidos, União Européia, Inglaterra, Canadá e Suíça para garantir a liquidez nos mercados financeiros.

O Dow Jones Industrial Average --principal indicador da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês)-- avançou 0,31%, para 13.473 pontos. O S&P 500 teve ganho de 0,61%, a 1.486 unidades. Já a Bolsa tecnológica Nasdaq teve o Nasdaq Composite com alta de 0,71%, para 2.671 pontos.

O Fed, o Banco da Inglaterra, o BCE (Banco Central Europeu), o Banco do Canadá e o Banco Nacional da Suíça agirão em conjunto, na adoção de uma série de medidas a fim de enfrentar a crise de crédito. O BC americano irá injetar dinheiro no sistema financeiro por meio de operações de curto prazo, através dos quais poderá liberar ao menos US$ 40 bilhões em dois leilões a serem realizados na próxima semana (nos dias 17 e 20).

As taxas de juros pelo dinheiro serão menores que as cobradas por empréstimos diretos junto ao BC americano através da taxa de redesconto (usada pelo Fed para conceder empréstimos de curto prazo a instituições com escassez temporária de liquidez causada por problemas internos ou externos).

O Fed também informou que criou linhas de swap em moeda estrangeira com o BCE, para uma operação de US$ 20 bilhões, e com o Banco Nacional da Suíça, para mais US$ 4 bilhões. Com essas operações, os dois bancos europeus poderão fazer empréstimos às instituições de seus respectivos sistemas bancários.

O anúncio de hoje desfez o nervosismo do mercado observado após a decisão do Fed, ontem, de reduzir sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano. O comunicado do Fed divulgado logo após a decisão enfatizava os riscos inflacionários apresentados pela alta nos preços da energia e o processo de desaceleração da economia.

Porém, os temores em relação ao desempenho futuro da economia americana ainda perseguem os investidores. Este medo foi considerado o principal motivo para que a medida dos bancos centrais não tivesse elevado ainda mais os índices.

Por isso as ações dos bancos não tiveram um bom desempenho no pregão. Os papéis do Bank of America e do Wachovia, por exemplo, sofreram perdas. Porém, foram "compensadas" pelos ganhos das petrolíferas, beneficiadas pelo aumento de mais de 4% nos preços do petróleo.

 

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