Governo descarta reduzir meta de superávit primário com fim da CPMF
GUILHERME BARROS
Colunista da Folha de S.Paulo
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deverá conceder hoje à tarde uma entrevista coletiva para anunciar que o governo não pretende reduzir a meta de supérávit primário, de 3,8% do PIB, para compensar a perda dos R$ 40 bilhões com o fim da CPMF.
Essa decisão já tinha sido tomada ontem por Mantega em uma das várias reuniões que ele teve ontem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo já tinha ontem a avaliação de que a prorrogação da CPMF poderia não ser aprovada no Senado e, por isso, Lula e Mantega começaram a discutir que medidas poderiam ser tomadas para compensar essa perda.
Mantega deverá procurar, hoje, na entrevista, tranquilizar o mercado diante das repercussões negativas da derrota de ontem do governo.
O ministro da Fazenda vai dizer que o governo vai manter a meta de redução da dívida em relação ao PIB e também não será anunciado, pelo menos por enquanto, nenhum aumento de imposto.
Mantega vai deixar claro que a equipe econômica continuará mantendo o objetivo de o país, no ano que vem, ser promovido a grau de investimento pelas agências internacionais de classificação de risco.
Às 10h, Mantega irá se reunir com a equipe econômica para discutir os efeitos do fim da CPMF no orçamento do governo.
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Especial


No Brasil não existem tributos. Todos sabemos que aqui existe, sim impostos. Impostos são cobranças coercitivas impostas pelos governos de plantão, como o atual (des)governo, por exemplo. E em troca dos impostos a sociedade não recebe nada, absolutamente nada. Nada de segurança, educação, saneamento, estradas e infra-estrutura, saúde absolutamente nada.
Já os tributos segundo se sabe são taxas que a sociedade paga ao governo em troca de beneficios coletivos, como saneamento, transportes coletivos infra-estrutura, segurança, educação, saúde, etc.
Acho que essa diferença deve ser sempre evidenciada, quando o assunto for abordado.
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A imprensa meu muito obrigado.
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