Dinheiro
14/12/2007 - 08h54

Prêmio Nobel afirma que "neoliberalismo fracassou"

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da Efe, em Quito

O economista americano Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de Economia de 2001, afirmou em Quito (capital do Equador) nesta quinta-feira (13) que o "neoliberalismo fracassou", e que é necessária uma "terceira via" que potencialize o justo equilíbrio entre o mercado e o Estado.

A liberalização do mercado, as privatizações e a redução da participação do Estado na economia "fracassaram" inclusive nos países desenvolvidos, ressaltou Stiglitz. Ele criticou a implantação do modelo em nações subdesenvolvidas.

"[O] Consenso de Washington não funcionou nos Estados Unidos", afirmou. O papel do Estado continua sendo preponderante na economia americana, não permitindo que capitais estrangeiros possam intervir em setores-chave da economia, e as privatizações em campos como a seguridade social diminuíram, apontou.

Stiglitz foi convidado pelo governo do Equador a apoiar a preparação de uma estratégia de desenvolvimento até 2020.

Stiglitz participou de várias conversas com altos funcionários do governo equatoriano encarregados de desenhar os planos de desenvolvimento para os próximos 12 anos.

Ele também criticou os acordos de livre-comércio empreendidos pelos EUA, que "realmente não são de livre-comércio" e sim defendem os interesses americanos.

Os acordos bilaterais, para Stiglitz, procuram "destruir o multilateralismo". Além disso, em sua aplicação, "não foram bons" para os países em desenvolvimento, porque, na sua opinião, contêm "condições desvantajosas".

Stiglitz destacou a atitude do Equador, que resiste a assinar um acordo de livre-comércio com os EUA. Ele reforçou que os convênios estabelecem capítulos, como os de propriedade intelectual e agricultura, que podem prejudicar a economia do país.

 

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