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Dinheiro
14/12/2007 - 12h31

Preços ao consumidor em novembro nos EUA têm maior alta desde 2005

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da Folha Online

O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) nos EUA teve alta de 0,8% em novembro, maior alta no índice mensal desde setembro de 2005, quando houve alta de 1,2%. Os preços da gasolina foram o fator de maior peso no desempenho do indicador. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento do Trabalho.

O núcleo da inflação (que exclui os preços de alimentos e energia) teve alta de 0,3%, maior elevação em 10 meses.

O dado geral superou as expectativas dos economistas, que projetavam uma alta de 0,6%. A taxa acumulada nos 12 meses até novembro ficou em 4,2%, contra 2,5% registrados em todo o ano passado. O Federal Reserve (Fed, o BC americano) considera adequada uma alta entre 1% e 2%.

O índice de preços da energia teve alta de 5,7% no mês passado, devido à alta dos preços da gasolina, de 9,3%. Os alimentos registraram aumento de 0,3%. Também influenciaram o índice geral os aumentos nos preços de roupas (com alta de 0,8%, maior desde abril de 1999). os preços de passagens aéreas subiram 2,6%.

Os preços da energia também afetaram o índice de preços no atacado: 14,1% de elevação no mês passado, contra uma deflação de 0,8% em outubro. O índice geral, por sua vez, teve alta de 3,2% --maior elevação para um único mês desde 1973. O núcleo, por sua vez, subiu 0,4%. Os preços da gasolina subiram 34,8% (recorde de alta) no atacado.

Fed

Nesta semana o Federal Reserve (Fed, o BC americano) cortou sua taxa de juros em mais 0,25 ponto percentual, para 4,25% ao ano. Na nota divulgada após o anúncio da decisão, o banco informou que os preços de energia e de commodities podem apresentar pressões inflacionárias.

"As leituras do núcleo da inflação melhoraram de forma modesta neste ano, mas os preços elevados de energia e commodites, entre outros fatores, podem acrescentar pressão à inflação", diz a nota. "Nesse contexto, o comitê julga que alguns riscos inflacionários permanecem, e continuará a monitorar os desenvolvimentos da inflação com cuidado".

O banco ainda destacou o aumento da incerteza em relação ao cenário econômico do país e a inflação, estimulado pela situação de crise no mercado financeiro.

 

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