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Dinheiro
17/12/2007 - 18h30

Mercosul deixa acordos sobre assimetrias e código aduaneiro para 2008

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da France Presse, em Montevidéu

A 34ª Cúpula do Mercosul foi inaugurada nesta segunda-feira, em Montevidéu, no Uruguai, com a reunião do CMC (Conselho do Mercado Comum), que resolveu deixar os acordos sobre resolução das assimetrias e tarifa aduaneira comum para o primeiro semestre de 2008.

"O Plano Estratégico de superação de assimetrias e o código aduaneiro continuam sendo trabalhados, mas serão concluídos no primeiro semestre do próximo ano", afirmou o chanceler uruguaio, Reinaldo Gargano, após um encontro com os demais chanceleres e ministros da Economia do bloco no CMC.

O código aduaneiro, que deveria entrar em vigor em janeiro de 2008, deve determinar a redistribuição da renda aduaneira e eliminar a dupla tarifa externa comum.

O Plano Estratégico, no entanto, tem quatro pilares, assimetrias, políticas para a integração produtiva, acesso a mercados e assuntos de caráter institucional.

De acordo com uma fonte da delegação argentina, que pediu anonimato, o CMC fez um "balanço positivo" sobre sua situação do bloco, apesar de não ter chegado a nenhum acordo.

Segundo esta fonte, o ministro brasileiro da Economia, Guido Mantega, disse que o "Mercosul continua andando apesar das dificuldades e que tem avançado em todas as suas metas."

"Mantega destacou que o volume do comércio dentro do Mercosul está crescendo a taxas importantes, e que as assimetrias estão diminuindo", mas podem ser menores ainda.

O CMC se reuniu pela manhã no Edifício Mercosul, em frente ao Rio da Prata, e à tarde abriu as portas aos Estados sócios (Bolívia, Chile, Equador, Peru e Colômbia) e convidados especiais.

Os presidentes dos países participantes chegam a Montevidéu no final do dia desta segunda-feira e na manhã de terça-feira. Durante a reunião, Tabaré Vázquez, do Uruguai, repassará a presidência temporária do bloco à presidente argentina, Cristina Kirchner.

Ao final do encontro, os presidentes emitirão uma declaração de apoio à entrada da Venezuela ao bloco, ante a demora dos Parlamentos de Brasil e Paraguai para aprovar o protocolo de adesão do país caribenho ao Mercosul.

 

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