Crédito imobiliário com recursos da poupança cresce 96% no ano
da Folha Online
Os financiamentos imobiliários com recursos da poupança atingiram volume total de R$ 16,44 bilhões até novembro, que representa um aumento de 96,6% em relação ao mesmo período de 2006. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). No ano, já foram financiados 177 mil imóveis, 72,55% a mais que no ano passado.
Apenas em novembro, os financiamentos foram de R$ 2,39 bilhões, superando em 197% o montante registrado no mesmo período do ano passado (de
R$ 807,28 milhões). Já o número de unidades financiadas no período somou 21,5 mil.
No período de 12 meses compreendido entre dezembro de 2006 e novembro de 2007, o volume contratado superou R$ 17,54 bilhões, com crescimento de 94% em relação aos 12 meses anteriores. O número de unidades financiadas superou 188,5 mil.
Segundo José Pereira Gonçalves, superintendente técnico da Abecip, a previsão é fechar 2007 com empréstimos da ordem de R$ 18,6 bilhões, o dobro dos R$ 9,3 bilhões emprestados em 2006. Para 2008, a previsão é de financiar 247 mil imóveis, número próximo ao recorde histórico 267 mil, alcançado em 1981.
"O resultado de novembro é uma continuidade do ótimo desempenho do ano. 2007 superou as nossas expectativas. Esperávamos R$ 12 bilhões, e chegaremos a R$ 18 bilhões [em 12 meses]", afirma Pereira.
Segundo ele, o setor está em um momento favorável, alavancado pelo crescimento do emprego e da renda e pela estabilidade econômica, que permitiu aos bancos flexibilizar suas regras de empréstimo com segurança e ampliar o público beneficiado com financiamentos.
"Conseguiu-se disponibilizar o crédito para um número muito maior de pessoas. Em 2002, uma carta de R$ 80 mil tinha juros de 12% ao ano, 120 meses e era dada para quem tinha renda de 12 salários mínimos. Hoje, são 300 meses, juros entre 9% e 10% e exigência de sete salários", explica Pereira.
A captação líquida (depósitos menos saques) de recursos dos depósitos de poupança somaram R$ 18,35 bilhões nos 11 primeiros meses do ano.
Para a Abecip, as perspectivas para o último bimestre são favoráveis, sobretudo quanto à captação, por causa do 13º salário . Em 2006, os meses de novembro e dezembro registraram captação líquida de R$ 8,5 bilhões, conforme a associação.
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