Decisão da UE sobre carne brasileira "não altera regras substancialmente", diz Abiec
da Folha Online
A decisão da União Européia, de adotar novas medidas de restrição às importações de carne brasileira, "não altera substancialmente as normas vigentes para a exportação" à Europa, afirmou por meio de nota a Abiec (Associação Brasileira de Indústrias Exportadoras de Carne).
As medidas da UE , confirmadas hoje, passam a valer em 31 de janeiro de 2008. Segundo anúncio feito em Bruxelas por meio de comunicado, a UE está preocupada com o respeito das exigências sanitárias do mercado europeu.
Os problemas, que envolvem a certificação e o rastreamento de origem do gado brasileiro, foram detectados nas inspeções sanitárias feitas pela missão da UE que esteve no Brasil em novembro. Sem a garantia de rastreabilidade, não pode ser assegurado que a carne enviada à Europa não provém de áreas onde a venda para o bloco é proibida.
Segundo a Abiec, porém, a nova decisão "introduz a exigência de maiores controles sobre os animais destinados ao abate para exportação, o que já foi regulado pelo governo brasileiro através da Instrução Normativa Nº 17 de 13/7/2006 do Mapa (Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento)", diz a entidade.
"A exigência de maiores controles com relação à rastreabilidade e ao trânsito de animais é uma evolução prevista e que gradualmente se aplicará a toda a pecuária profissional brasileira", afirma a Abiec.
A Abiec afirma ainda que as medidas aprovadas demostram que não é intenção da UE ampliar o protecionismo sanitário, mas sim refletem "a sanidade e a qualidade da carne brasileira".
As exportações de carne bovina do Brasil somaram US$ 4,5 bilhões em 2007, 15% a mais do que no ano passado, segundo dados divulgados segunda-feira passada pela Abiec.
O Brasil é hoje o líder do mercado internacional da carne bovina, exportando para 182 mercados e com uma participação de 32% no total das exportações de carne. Apesar de ter alcançado a liderança no setor, o Brasil exporta apenas 27% de sua produção.
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