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Dinheiro
20/12/2007 - 11h17

Desemprego deve fechar 2007 abaixo dos 10%, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A taxa de desemprego deverá fechar o ano em um dígito, disse nesta quinta-feira o pesquisador do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Cimar Pereira. Até novembro, a média de desocupação da população economicamente ativa é de 9,5%. No mesmo período em 2006, essa taxa ficou em 10,1%. No ano passado, a média final foi de 10%.

"Dificilmente, a taxa de desemprego em dezembro vai acima da verificada em novembro. A tendência histórica é de queda, com maiores níveis de contratação temporária no último mês do ano", afirmou.

A taxa de desemprego de novembro caiu para 8,2% em novembro, abaixo dos 8,7% verificados no mês anterior, informou o IBGE. O índice é recorde na série histórica iniciada em 2002. Até então, o recorde fora constatado em dezembro de 2005 (8,3%).

Historicamente, a taxa de desemprego em dezembro cai pelo menos 1 ponto percentual em relação a novembro. Se a tendência for mantida, o índice no último mês de 2007 ficará em torno dos 7%.

Cimar Pereira acrescentou que a maior parte dos índices relativos à Pesquisa Mensal de Emprego foram recordes em novembro.

"Para resumir, o mercado de trabalho está bom à beça", disse.

Um deles é o nível de ocupação da população, medido entre as pessoas com idade ativa (acima dos 10 anos). Em novembro, essa média ficou em 52,6%. No ano, a média é de 51,1%.

Já o nível de desocupação [população desocupada sobre a população com idade ativa] foi de 4,7% em novembro e de 5,4% de janeiro a novembro, ambos recordes.

O percentual de trabalhadores com carteira assinada também é recorde na série. Em novembro, 43,4% dos trabalhadores tinham carteira assinada. De janeiro a novembro, a média é de 42,4%. No mesmo período em 2006, essa taxa era de 41,4%.

Somando-se funcionários públicos, trabalhadores domésticos e militares, os empregados com carteira assinada representavam 50,6% do mercado total, em novembro.Os trabalhadores por conta própria significaram 19,3% do total.

"O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu, mas ainda é inadequado. A informalidade ainda é muito grande, representa 30% do mercado, sem levar em consideração os que trabalham por conta próprio', observou Pereira.

O rendimento médio do trabalhador em 2007 só está abaixo do registrado em 2002. Naquele ano, de março a novembro (a série foi iniciada no terceiro mês de 2002), a renda média ficou em R$ 1.200,02. No mesmo período este ano, a média foi de R$ 1.133,01. De janeiro a novembro deste ano, a renda média dos ocupados é de R$ 1.133,9.

 

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