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Dinheiro
20/12/2007 - 11h21

Leilão de 3G termina com ágio de 86,67% e arrecada R$ 5,3 bilhões

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

Depois de três dias, o leilão de freqüências de celular de terceira geração (3G) foi encerado às 10h45 dessa quinta-feira. A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) arrecadou R$ 5,33 bilhões, um valor R$ 2,5 bilhões mais alto do que o preço mínimo. O ágio final foi de 86,67%, muito acima da previsão inicial da Anatel que era de 25%.

As três maiores operadoras compraram faixas em praticamente todo o país. A TIM só não arrematou faixas 3G na região do Triângulo Mineiro. A Vivo comprou em todas as áreas, sendo que, em Minas Gerais, arrematou freqüências por meio da Telemig, operadora que comprou em agosto. A Claro também levou faixas em todo o Brasil, incluindo a região do Triângulo Mineiro, onde ainda não tinha cobertura.

Oi, Brasil Telecom e CTBC arremataram faixas nas áreas em que já atuam.

Nextel

Apesar de ter sido a responsável por elevar os ágios no primeiro dia, a Nextel não arrematou nenhuma freqüência no leilão. A atuação da empresa dividiu o leilão claramente em duas fases. No primeiro dia, a Nextel deu lances agressivos que fizeram com que o ágio na região um (Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe) chegasse a 273,9%.

No segundo dia, porém, a Nextel recuou. Apesar de participar de vários lotes, a empresa não apresentou lances altos. Com isso, a região de São Paulo, que, para a Anatel e para o mercado seria a mais concorrida, não apresentou ágio maior do que 67,96%.

Para a Anatel, a empresa pode ter sido desestimulada pelo fato de São Paulo ter sido vendido de forma "casada". Quem comprasse a capital, teria que levar também Estados do Norte, e quem comprasse o interior, Estados do Nordeste.

Como a Anatel obriga as operadoras a levarem cobertura a todos os municípios da área arrematada até 2010, os custos podem ter ficado inviáveis para a Nextel, que teria que construir uma rede do zero para atender a demanda.

Combinação

Mesmo com a divisão das faixas entre as três maiores operadoras e a Oi e Brasil Telecom em suas áreas respectivas, o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg, descartou que tenha havido algum tipo de combinação entre as empresas.

"Não vejo sintomas de combinação. Se chegar uma conclusão diferente, como presidente da Anatel me sentirei na obrigação de tomar providências", disse ontem.

O presidente prevê para o primeiro semestre do ano que vem a realização de leilão de uma nova banda de freqüência 3G. A Anatel reservou uma banda para ser vendida separadamente como forma de trazer novas operadoras para o país.

 

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