China cria barreira para evitar invasão de têxteis na Europa
da Efe, em Pequim
A China adotou um novo sistema de licença de exportação de produtos têxteis para evitar uma invasão de produtos baratos na Europa com o fim do período de dois anos de cotas, a partir de 1 de janeiro.
Em declarações publicadas pela agência "Xinhua", um funcionário do Ministério do Comércio chinês informou que o novo sistema começou a funcionar ontem, após acordo com a União Européia.
"É uma das medidas tomadas pela China para regular melhor o mercado e evitar um aumento das exportações chinesas à União Européia, como aconteceu em 2005", explicou Zhao Qiuyan, analista de resolução de conflitos comerciais do Ministério.
Após o desaparecimento das cotas têxteis internacionais em 2005, a Europa sofreu uma invasão de roupas baratas chinesas. A UE exigiu então que a China adotasse cotas em junho de 2005. Mas o acordo expira dia 31 de dezembro.
Em setembro a UE voltou a exigir à China que adotasse controles, após a queda das cotas.
Pelo novo sistema, a China controlará as oito categorias de produtos e qualquer aumento súbito das importações será detectado. No início de dezembro, o governo chinês emitiu uma circular informando que só os produtores têxteis de alta qualidade poderão ser exportados à Europa.
Os exportadores chineses deverão ter um capital mínimo, pelo menos dois anos de experiência em exportação e nenhum registro de infrações à propriedade intelectual ou ao meio ambiente.
O déficit comercial bilateral da UE com a China, nos primeiros nove meses de 2007, já ultrapassou US$ 115 bilhões.
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