Dinheiro
27/12/2007 - 12h49

Mercado financeiro mundial reage à morte de Benazir Bhutto

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da Folha Online

Alta do preço do petróleo e desvalorização das ações americanas foram as primeiras reações do mercado financeiro global à morte da ex-premiê e líder opositora do Paquistão, Benazir Bhutto após um ataque suicida na capital Islamabad.

"Isso definitivamente é instabilidade. Todo mundo quer calma quando eles forem conversar sobre preços da energia", afirmou James Cordier, presidente do Liberty Trading Group (EUA), numa referência aos países produtores de petróleo. Na visão de analistas, o atentado eleva a instabilidade política do Oriente Médio.

Em Nova York, o preço do barril do tipo Brent chegou a subir para US$ 96,44 logo após a notícia do atentado em Islamabad, mas recuou para US$ 96,05, em alta modesta de quase 1%.

O mercado também está ansioso com o informe que deve ser divulgado hoje pelo Departamento de Energia dos EUA, com a atualização das reservas de petróleo e derivados. Há expectativa de que o governo americano revele um declínio de 1,3 milhão de barris.

Outra commodity, o ouro, atingiu o seu maior preço em um mês- US$ 834,70 a onça-- como resultado do nervosismo dos investidores com o incidente paquistanês. "[A morte de Benazir Bhutto] é uma preocupação. A corrida ao ouro é uma busca por segurança e qualidade", comentou Camilla Sutton, estrategista da Scotia Capital (Canadá).

O atentado de Islamabad também disparou o sinal vermelho nas Bolsas de Valores. Nos EUA, os negócios realizados pouco antes da abertura do pregão já mostravam que os investidores ficaram nervosos com a morte da ex-líder paquistanesa.

O Dow Jones Industrial, o índice de ações mais importante de Wall Street, iniciou os negócios com perdas de 0,50%, para 13.484 pontos, enquanto o S&P 500, que reúne os 500 principais valores cotados em Nova York, retraiu 0,35%, aos 1.492 pontos.

A Bolsa brasileira não escapa incólume do nervosismo mundial. O índice Ibovespa sofre baixa de 0,65%, aos 63.869 pontos.

Com France Presse, Associated Press e Reuters

 

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