Empresa espanhola do grupo Volks quer produzir na América do Sul
da Efe, em Frankfurt
A fabricante automotiva Seat, marca espanhola do grupo Volkswagen, quer produzir automóveis na América do Sul, segundo o diretor-executivo Erich Schmitt, em entrevista ao jornal alemão "Handelsblatt".
O jornal informou na edição desta quarta-feira que a Seat também quer fabricar veículos fora da Espanha.
"Pensamos em uma localização da produção em mercados interessantes, como o da América do Sul", disse o diretor-executivo da Seat.
Schmitt considerou que "não teria muito sentido transportar os automóveis", já que seriam afetados pela baixa cotação do dólar. "Nós devemos fabricar lá", disse.
O executivo se mostrou satisfeito com os números de 2007 e disse que a Seat conseguiu um "pequeno resultado positivo" no ano.
A Seat teve uma perda líquida de 50 milhões de euros (US$ 73 milhões) em 2006. No ano passado, a marca espanhola vendeu 445 mil veículos, segundo o "Handelsblatt".
A Seat tem uma forte presença no sul da Europa e deve crescer em todo o mundo, a fim de cumprir os ambiciosos planos do presidente mundial da Volkswagen, Martin Winterkorn, que projeta vender 800 mil unidades em 2018.
Nos próximos cinco anos, Schmitt quer lançar entre 13 e 15 novos modelos de automóveis no mercado, sendo oito deles em segmentos "onde a Seat não esteve presente até agora".
A Seat tem grandes expectativas quanto a um novo compacto esportivo familiar, que começará a fabricar no segundo semestre deste ano e já estará disponível em 2009, segundo Schmitt. O preço do novo carro ficará na faixa dos modelos das montadoras francesas Citroën (C2), Peugeot (206) e Renault (Clio).
Com este novo veículo, a Seat quer entrar em concorrência direta com a rival francesa Renault. Além disso, Schmitt prevê lançar um novo 4x4 sobre a plataforma do Volkswagen Tiguan.
A Seat tem atualmente seis modelos, entre eles o Ibiza e o Alhambra.
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