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Dinheiro
02/01/2008 - 15h29

Indústria cresce no ritmo mais baixo em quatro meses, aponta pesquisa

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da Folha Online

O nível de atividade da indústria avançou em dezembro, mas no ritmo mais baixo em quatro meses, segundo o indicador PMI (Índice Gerentes de Compras), desenvolvido pela NTC Research e divulgado nesta quarta-feira pelo Banco Real.

O índice PMI recuou para 55,3 em dezembro, ante 56,4 no mês anterior. A leitura do PMI abaixo de 50 indica queda na economia industrial, acima de 50, expansão, e equivalente a 50, ausência de mudanças. Quanto maior for a diferença do valor de 50, maior será a taxa de mudança assinalada pelo índice.

A produção e o volume de pedidos da indústria aumentaram em dezembro, mas também em ritmo menor que o pico alcançado em outubro. Aos 58,2, a taxa de crescimento da produção também ficou abaixo do mês anterior (59) e atingiu seu ritmo mais baixo dos últimos quatro meses.

O nível de novos pedidos se manteve em alta (56,1 ante 57,5 em novembro), sustentado pelas condições favoráveis, principalmente, do mercado interno.

"Os novos pedidos vindos do exterior cresceram marginalmente, com as empresas indicando que a valorização contínua do real atenuou a demanda proveniente dos mercados de exportação", indica o levantamento.

O nível de emprego se elevou no último mês de 2007 para atender as necessidades de aumento na produção, mas anotou a expansão mais fraca em oito meses.

Os estoques de bens finais também diminuíram. Depoimentos informais atribuíram esta queda a volumes de vendas acima dos esperados.

Inflação

As pressões inflacionárias se intensificaram em dezembro, com as empresas indicando uma aceleração dos preços de insumo e de bens finais. A inflação média de preços cobrados em dezembro foi a mais forte em 23 meses. "Porém, as empresas aumentaram seus preços de fábrica apenas modestamente, de acordo com os custos mais altos de insumos" (57,7 em dezembro, acima dos 55 em novembro).

"As empresas indicaram que os preços mais altos do petróleo, metais e vários produtos importados sustentaram o aumento mais recente nos seus custos médios", aponta a pesquisa.

 

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