Preço do petróleo terá efeito "moderado" na China, dizem analistas
da Efe, em Pequim
A alta do preço do petróleo, que alcançou a marca histórica de US$ 100 por barril no primeiro pregão do ano, ontem, terá um efeito "moderado" na economia chinesa, mas intensificará a pressão inflacionária, afirmaram hoje analistas.
A maior demanda de petróleo se concentra nos transportes e nas petroquímicas, setores mais preparados para suportar as altas, disse Zhou Dadi, analista energético da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento (NDRC, agência governamental de gestão macroeconômica), à agência estatal "Xinhua".
Segundo Zhou, o impacto será "moderado" na economia chinesa, que cresceu 11,7% nos três primeiros trimestres de 2007 e deve se expandir 10,8% este ano, segundo previsões oficiais.
O preço do petróleo cru em Nova York começou 2008 com uma grande alta, atingindo a marca histórica de US$ 100 por barril, ontem, e fechando no valor recorde de US$ 99,62.
"Os crescentes preços do petróleo aumentarão a pressão inflacionária na China, porque um vasto leque de mercadorias, inclusive cereais, poderia ter altas nos preços, devido ao encarecimento do petróleo", disse Li Guohong, analista do centro de pesquisa Galaxy Securities.
A inflação chinesa registrou altas históricas este ano e, em novembro, apurou o maior aumento mensal dos últimos 11 anos, ao chegar a 6,9%, principalmente por causa da alta do preço dos alimentos.
A meta de 3% ao ano fixada pelo governo será superada em muito na divulgação do número oficial, que deve ficar em torno de 4,5%.
Li acha que Pequim não deveria voltar a aumentar os preços dos produtos refinados após as quatro altas de 2007, já que poderiam influir negativamente nos setores mais desfavorecidos da população.
A China consumiu 318 milhões de toneladas de petróleo nos primeiros 11 meses de 2007, quantidade 7,3% superior a do mesmo período de 2006, sendo que 46,25% vieram do exterior, contra 43,23% do ano anterior.
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