Emprego formal cresce em áreas que exigem menor escolaridade
da Folha Online
O crescimento na geração de empregos formais vem ocorrendo principalmente em ocupações de baixa escolaridade e salários menores, informa reportagem da Folha deste domingo (06) (conteúdo exclusivo para assinantes do UOL e do jornal).
Enquanto isso, posições de supervisão e gerência foram as que mais fecharam vagas entre 2003 e 2006, época do primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e período que abrange o ranking de ocupações elaborado pelo Ministério do Trabalho a pedido da Folha.
O levantamento mostra as 15 atividades que mais geraram postos e as 15 que mais fecharam vagas. Entre as profissões que mais ganharam, lideram a lista as funções de vendedor de comércio varejista, trabalhador de linha de produção e auxiliar de escritório. Entre aquelas que perderam, lideram os cargos de supervisor administrativo, gerente de loja e supermercado e mestre de obras.
Das 15 ocupações em queda, ao menos cinco são relacionadas ao setor bancário, que vem experimentando uma onda de fusões.
Balanço
Até novembro, segundo os últimos dados divulgados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Ministério do Trabalho registrou a criação de 1.936.806 postos de trabalho, alta de 7% em relação ao mesmo período de 2006. Em 12 meses, encerrados em novembro, a criação de vagas com carteira assinada está em 1.619.313, também recorde e 5,81% sobre os 12 meses imediatamente anteriores.
De acordo com os dados do Caged, em novembro o comércio foi o que mais gerou vagas, com 99.677 postos. Em seguida aparece, o setor de serviços (62.422 postos) e de construção civil (7.811 vagas). Na outra ponta, com a entressafra da cana/álcool, houve redução na agricultura (fechamento de 43.105 postos) e na indústria (-2.496 vagas).
No acumulado do ano, porém, todos os setores abriram vagas. O setor que mais se destacou foi o de serviços, com a criação de 627.898 postos, seguido por indústria (537.556 vagas), comércio (374.962 vagas), construção civil (202.636 postos) e agricultura (142.744 vagas).
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