Alimentos pressionam e inflação medida pelo IGP-DI fecha ano em 7,89%
da Folha Online
A inflação medida pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna) subiu 1,47% em dezembro, acima da variação de novembro, de 1,05%, informou nesta terça-feira a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Trata-se da maior taxa desde março de 2003, quando o indicador foi de 1,66%. Confirmando a forte pressão dos alimentos, a inflação no ano medida pelo índice terminou em 7,89%, ante taxa de 3,79% registrada em 2006.
O IPA (Índice de Preços por Atacado) registrou variação de 1,90% em dezembro. No mês anterior, a taxa alcançou 1,45%. O índice relativo a Bens Finais subiu 1,74% --no mês anterior, a taxa foi de 1,56%.
Segundo a FGV, a principal contribuição para a aceleração partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,85%, em novembro, para 2,75%, em dezembro. O índice de Bens Finais obtido após a exclusão de alimentos in natura e combustíveis registrou variação de 1,02%. No mês anterior, o resultado foi de 0,77%.
O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de 0,99%, em dezembro, ante 0,18%, em novembro. O índice de Bens Intermediários calculado após a exclusão dos combustíveis e lubrificantes para a produção apresentou variação de 0,65%. No mês anterior, a variação foi de deflação de 0,04%.
Em Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação subiu de 3,53%, em novembro, para 3,62%, em dezembro. Destaques para o leite "in natura" (de queda de 9,66% para queda de 1,04%), aves (deflação de 2,74% para alta de 6,88%) e café em grão, que foi de deflação de 3,99% para alta de preços de 5,41%.
Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou taxa de variação de 0,70%, acima da apurada no mês de novembro, que foi de 0,27%. Seis das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação.
As maiores contribuições para a aceleração do IPC partiram dos grupos Alimentação (0,60% para 1,69%) e Transportes (0,29% para 0,97%). Na primeira classe de despesa, os destaques foram laticínios (-3,59% para -1,11%), arroz e feijão (6,55% para 12,91%), frutas (-0,84% para 1,31%) e carnes bovinas (5,81% para 6,66%).
Também registram acréscimos em suas taxas de variação os grupos: Habitação (estabilidade para 0,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,06% para 0,28%), Educação, Leitura e Recreação (0,09% para 0,27%) e Despesas Diversas (0,08% para 0,59%).
O núcleo do IPC registrou variação de 0,25%, em dezembro, repetindo o resultado da apuração de novembro. Dos 87 itens componentes do índice, foram excluídos 44 para o cálculo do núcleo. Destes, 18 registraram variações acima de 1,08%, linha de corte superior, e 26 apresentaram taxas abaixo de -0,07%, linha de corte inferior.
Construção
O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) registrou, em dezembro, taxa de variação de 0,59%, acima do resultado do mês anterior, de 0,36%. Apenas o grupo Mão-de-Obra teve sua taxa de variação elevada, de 0,14%, no mês anterior, para 0,67%.
A taxa do grupo Materiais recuou de 0,50% para 0,47%. O grupo Serviços foi de 0,89%, em novembro, para 0,75%, em dezembro.
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