Ex-presidente da Volkswagen nega ter conhecimento de desfalques
da Efe, em Frankfurt
O presidente da Volkswagen entre 1993 e 2002 e atual chefe do conselho de vigilância, Ferdinand Piëch, negou nesta quarta-feira saber dos desfalques e ter feito "viagens de lazer" às custas do maior fabricante de automóveis da Europa.
No processo judicial realizado na Audiência de Braunschweig, no norte da Alemanha, Piëch depôs como testemunha e disse desconhecer as irregularidades.
"Se soubesse de algo, teria investigado e cortado com veemência", afirmou Piëch, que também afirmou que em nenhum momento de seu mandato como presidente da Volkswagen tomou conhecimento de que membros do comitê da empresa abusassem das despesas reembolsadas pela empresa.
Piëch também negou saber do pagamento de bonificações especiais ao antigo presidente do comitê da empresa Klaus Volkert, que se senta no banco dos réus por supostamente instigar o desfalque.
Além disso, o atual presidente do comitê de supervisão da Volkswagen explicou que o antigo diretor de Pessoal Peter Hartz era o responsável pela cooperação com os representantes dos trabalhadores.
No início do ano passado, a Audiência de Braunschweig condenou Hartz a dois anos de liberdade condicional e a pagar uma multa de 576 mil euros (US$ 846.720) por desfalque e tratamento privilegiado a membros do comitê da empresa.
Em seu depoimento, Hartz inocentou Piëch e assumiu toda a responsabilidade.
Ao mesmo tempo, Piëch disse ao tribunal que não teve acesso à conta 1860, pela qual se pagavam viagens, festas com serviços de prostitutas e favores ao comitê da empresa. A conta é uma das cerca de 7 mil contas da companhia.
No entanto, no final de novembro, a promotoria alemã apontou que Piëch sabia dos pagamentos irregulares quando era executivo-chefe da Volkswagen.
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