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Dinheiro
09/01/2008 - 15h34

Lula se encontrará com Morales para discutir fornecimento de gás boliviano

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da Efe, em La Paz

Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; da Bolívia, Evo Morales; e da Argentina, Cristina Kirchner, se reunirão para discutir uma fórmula conjunta para o fornecimento do gás boliviano. A atual produção boliviana é insuficiente para atender a demanda de ambos os países.

O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, viajará para Buenos Aires no próximo dia 17 à Argentina, e no dia 1º de fevereiro deve chegar ao Brasil para conversar sobre o fornecimento de energia e organizar o encontro dos governantes, indicou hoje à agência de notícias Efe uma fonte de seu ministério.

Villegas antecipou que os líderes conversarão sobre a fórmula de repartição do gás boliviano dentro de uma cúpula do Mercosul ou da Unasul (União de Nações Sul-Americanas). A data, no entanto, ainda não foi confirmada.

No Brasil, Villegas deve participar de um encontro com o ministro Nelson Hubner (Minas e Energia).

A exportação de gás boliviano para Brasil e Argentina enfrentou nos últimos meses vários problemas, uma vez que sua produção se encontra no limite devido à baixa nos investimentos do setor.

A Bolívia considera necessário um acordo para a distribuição do gás nos mercados externos, de modo a evitar restrições durante o inverno.

O ministro Villegas admitiu recentemente que a Bolívia não terá gás suficiente para cumprir os volumes estipulados em seu contrato com a Argentina, mas que ainda assim pretende garantir um envio regular neste ano.

Também disse que serão descumpridos os contratos de pequenos volumes para a entrega de gás para Cuiabá (para onde ainda estão sendo enviados 1,2 milhão de metros cúbicos) e para a empresa Comgás, de São Paulo.

O contrato assinado pela Petrobras prevê sanções à Bolívia caso não cumpra o volume de envio estipulado --de 28 a 31 milhões de metros cúbicos diários.

A produção boliviana atual ronda os 40 milhões de metros cúbicos, que subirão neste ano para 42 milhões, frente a uma demanda do mercado externo e interno que ronda os 46 milhões de metros cúbicos.

Na semana passada, o governo Morales anunciou um investimento para este ano de pelo menos US$ 1,266 bilhão da estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) e de 12 transnacionais com o objetivo de aumentar a produção.

A paralisia dos investimentos no setor foi atribuída pelas petrolíferas à mudança nas regras decorrente da nacionalização decretada em maio de 2006, que as obrigou a assinar novos contratos que entraram em vigor no ano passado.

 

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