Publicidade

Dinheiro
09/01/2008 - 18h02

Ministro descarta apagão ou racionamento de energia em 2008

Publicidade

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, descartou nesta quarta-feira que haja o risco de um apagão de energia elétrica ou mesmo um racionamento neste e no próximo ano. Ontem, o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jerson Kelman, disse que não seria "impossível" um racionamento de energia até o fim do ano.

"Está descartado apagão elétrico em 2008 e 2009. Ele (Kelman) colocou uma posição individual do diretor-presidente que não reflete a posição da agência", afirmou.

Hubner disse que o governo vem acompanhando a situação dos reservatórios das hidrelétricas, que estão baixos por falta de chuva. Com os reservatórios com nível mais baixo, quase todas as termelétricas a gás natural do país já foram acionadas e não há mais insumo para novas usinas.

Hubner fez questão de frisar que o país passa por uma situação diferente de 2001, quando houve um racionamento de energia e lembrou que ainda são esperadas chuvas até o fim de março.

"Não temos nenhum motivo para alarde. Tomamos todas as ações para não contar unicamente com as incertezas hidrológicas, antecipamos termelétricas do Nordeste para manter uma situação de segurança", afirmou.

Ele disse que poderão ser adotadas novas medidas caso não chova, como a geração de energia por térmicas a diesel e óleo combustível --mais caras e poluentes. Além disso, ele informou que poderá ser redirecionado para o setor elétrico o gás utilizado hoje para consumo próprio da Petrobrás, em refinarias e petroquímicas, por exemplo.

De acordo com o ministro, novos 6 milhões de m3 de gás/dia serão gerados no Espírito Santo nos próximos meses. Ele informou que já existe um plano de contingência para o uso do gás, mas descartou um racionamento do insumo.

"Não estamos pensando nisso, estamos começando um período úmido, estamos acompanhando toda a situação e, se de fato não acontecer chuva nenhuma e piorar a situação, aí vamos analisar isso e tomar as medidas necessárias", completou.

Ele negou que as usinas termelétricas estejam gerando abaixo do esperado. Para o ministro, essas usinas estão funcionando acima do tecnicamente recomendado.

"No Nordeste, estamos correndo o risco de, daqui a pouco, se vierem as chuvas em ritmo normal, nós termos gerado térmicas a mais do que precisamos, mas preferimos agir com prudência", afirmou.

Amanhã, representantes do Ministério de Minas e Energia, Aneel, e outros órgãos ligados ao setor que fazem parte do CSME (Conselho de Monitoramento do Setor Elétrico) se reunirão para avaliar a situação. O órgão é o responsável, por exemplo, por acionar novas térmicas.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca