Citigroup e Merrill Lynch negociam novas injeções de capital estrangeiro
da Efe, em Nova York
O grupo bancário Citigroup e o banco de investimento Merrill Lynch negociam a entrada em seu capital de fortes injeções de liquidez, principalmente procedentes de fundos de investimento de governos estrangeiros, segundo publica hoje o jornal "The Wall Street Journal".
O Merrill Lynch espera obter uma injeção de entre US$ 3 bilhões e US$ 4 bilhões, em sua maioria de um fundo de investimento propriedade de um governo do Oriente Médio, enquanto o Citigroup acredita em conseguir um máximo de US$ 10 bilhões, provavelmente também de governos estrangeiros, diz o jornal.
Esses fortes investimentos de capital seriam o último sinal que os grandes bancos estão promovendo uma rápida recapitalização para estabilizar seus cambaleantes alicerces financeiros, prejudicados pela crise de crédito que afeta o setor.
A busca de injeções de capital estrangeiro acontece após o revezamento da cúpula de ambas as instituições financeiras --duas das grandes vítimas da crise em Wall Street-- depois da renúncia no último trimestre de 2007 do executivo-chefe do Citigroup, Charles Prince, e do Merrill Lynch, Stan O'Neal.
Tanto Vikram Pandit, novo executivo-chefe do Citigroup, como John Thain, seu colega do Merrill Lynch, buscam novas injeções adicionais de capital, para o que recorreram a fundos de investimento de governos estrangeiros.
"The Wall Street Journal" assegura que ambas as entidades financeiras esperam chegar a um acordo antes que apresentem na semana que vem seus resultados empresariais do último trimestre, quando se espera que anunciem perdas multimilionárias relacionadas com a dívida respaldada por hipotecas.
Por enquanto, os governos estrangeiros investiram um total de US$ 27 bilhões no Merrill Lynch, Citigroup, UBS e Morgan Stanley, segundo o periódico.
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