Planalto quer limitar acordo entre Oi e Brasil Telecom
da Folha Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condicionou a mudança da legislação para permitir que a Oi (ex-Telemar) compre a Brasil Telecom, duas das maiores empresas de telefonia do país, segundo reportagem publicada nesta sexta-feira na Folha de S.Paulo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).
Segundo a Folha apurou, o governo quer condicionar a mudança no Plano Geral de Outorgas --o qual proíbe uma empresa fixa de adquirir outra do mesmo setor-- a um formato jurídico que dê aos fundos de pensão e ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) poder de veto sobre eventual venda da companhia que será criada.
O negócio entre a Oi e a BrT (Brasil Telecom) deverá ser fechado oficialmente em 15 dias no valor de R$ 4,8 bilhões. Para Lula, o negócio permitirá a manutenção de três grandes empresas no mercado brasileiro.
O governo é favorável ao negócio. Um auxiliar direto de Lula disse à Folha que, se não acontecer a fusão, ambas empresas seriam "engolidas" pelas estrangeiras Embratel e Telefónica. A primeira é do grupo mexicano Telmex, do empresário Carlos Slim. A segunda é uma das maiores empresas espanholas.
Os executivos da Oi e da BrT disseram ao governo que a empresa deverá faturar cerca de R$ 12 bilhões por ano no prazo de 24 meses.
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