Dinheiro
11/01/2008 - 09h18

Inflação do IPCA fecha 2007 em alta de 4,46%, diz IBGE

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

Atualizado às 9h36

A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), referência oficial de preços, fechou 2007 em alta de 4,46%, em linha com a meta de 4,5% traçada pelo governo federal. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O IPCA é o índice escolhido pelo governo como alvo das metas de inflação. O índice é baseado na média do custo de vida nas 11 principais regiões metropolitanas do país para famílias com renda de 1 até 40 salários mínimos.

O resultado ficou abaixo da previsão de analistas consultados pela Folha Online. Os especialistas foram unânimes em apontar estimativa de 4,5% para a inflação de 2007. O IPCA de 2007, no entanto, ficou 1,32 ponto percentual acima do índice de 2006 (3,14%). Foi a primeira alta em relação a um ano anterior observada desde 2002.

Em dezembro, o IPCA acelerou e fechou em 0,74%, acima dos 0,38% verificados no mês anterior. Foi a maior alta mensal do ano passado.

Segundo o IBGE, o resultado se deveu principalmente à alta dos alimentos. Entre as causas apontadas estão: condições climáticas desfavoráveis, preços elevados dos produtos cotados no mercado internacional, aumento das exportações, redução de safra por baixa remuneração em períodos anteriores e aumento da demanda por alimentos.

O grupo alimentos e bebidas teve alta de 10,79% em 2007. Somente em dezembro, este grupo teve alta de 2,06% --maior crescimento desde janeiro de 2003.

Os alimentos foram responsáveis por quase metade do índice geral, com 2,21 ponto percentual de contribuição. Segundo o IBGE, os alimentos têm peso de 21,44% nas despesas das famílias.

A principal contribuição individual em 2007 veio do item carnes, com alta de 22,15% (contribuição de 0,39 ponto percentual). Outros itens que colaboraram para a alta da inflação foram leite e derivados --com alta de 19,79% (contribuição de 0,36 ponto percentual no índice geral) e feijão --alta de 109,20% em 2007 e terceira maior contribuição individual, com 0,31 ponto percentual.

Os produtos não-alimentícios subiram 2,83% ao longo do ano passado, menor aumento desde 1998, quando subiram 1,56%. Em 2006, esse grupo teve inflação de 4,23%. Em dezembro, esses itens tiveram incremento de 0,38% --acima do 0,28% registrado em novembro.

Por outro lado, o item energia elétrica teve deflação de 6,16% em 2007 (respondendo pela menor contribuição individual, com -0,23 percentual).

INPC

O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou inflação de 0,97% em dezembro (acima do 0,43% registrado um mês antes) e fechou 2007 com elevação de 5,16%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumula alta de 4,92% e no ano, de 3,39%.

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento de um a seis salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Alziro Ribeiro da Silva (39) 26/11/2009 16h10
Hoje é o desejo da maioria dos BRASILEIROS ter um carrinho na garagem, só que este desejo está ficando caro e muitos não aguentam o rojão e com isso fiacam com o nome sujo e se complicam tudo. sem opinião
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Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
Ibraim J. Riston (1) 26/11/2009 13h11
É incrível como a popularidade de Lula se mantém com tamanha carga Tributária, IPVA, multa, taxas, pedágios etc... E ainda por cima o descompromisso para com projetos como o GNV. Hoje o preço do gas natural para veículos jogou por terra todo o investimento. Toda a indústria de peças e equipamentos e a rede de serviços desenvolvida em torno do GNV, de repente se vê orfã. Gente que fez plano de vida em torno disso vendo seus planos, que foram baseados em premissas apresentadas pelo governo, dando com os burros n'agua! O álcool que à época era caro pela irresponsabilidade do mesmo governo, hoje embora o custo elevado, ainda é mais em conta que o GNV. E os consumidores que acreditaram e transformaram seus carros para este combustível estão aí se fu... porque o governo não está nem aí para isso. Apenas o baixo custo do GNV justificava todo o transtorno da transformação que vai desde o peso e tamanho do equipamento até a menor performance do motor convertido e a obrigatoriedade da Inspeção Veicular cuja taxa antes R$80,00 hoje é de R$110,00 e se retirar, pasme! R$160,00. Também tem a validade de 5 anos para o cilindro cujo teste para revalidação antes era feito por R$80,00 e hoje!! R$250,00, sem falar em toda a burocracia que se enfrenta, e que é muito maior se você resolver retirar essa arapuca!
Já deu pra perceber o porque deste meu "estado de espírito", eu retirei o equipamento do meu carro e descobri isso tudo há 7 dias do prazo final!
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Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Saulo Mundim Lenza (624) 26/11/2009 10h43
Discordo.
Quem mata mais são os maus condutores dos automóveis.
São pessoas despreparadas, sem nenhuma condição de conduzir um veiculo.
O carro não tem culpa nenhuma, pois, é uma máquina.
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