Associação calcula alta de 8,56% nos planos de saúde com cobertura ampliada
da Folha Online
A Abrange (Associação Brasileira de Medicina de Grupo) calcula que os planos de saúde podem ficar 8,56% mais caros com a ampliação de coberturas e a revisão da lista de procedimentos. A resolução normativa foi publicada ontem pela ANS (Agência Nacional de Saúde) no "Diário Oficial" da União.
A nova cobertura será obrigatória a partir do próximo dia 2 de abril, quando todos os planos novos --contratados após 1º de janeiro de 1999-- deverão estar adaptados à norma.
De acordo com o estudo da Abrange, que fez as contas a partir do custo médio de cada procedimento e a freqüência potencial em que podem ser requeridos, o gasto per capito médio por cliente, hoje em R$ 73,5, subira em R$ 6,29, ou seja, 8,56%.
A Fenasaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), que representa parte do setor de operadoras, emitiu nota na tarde de ontem em que afirma que as seguradoras e operadoras associadas estão examinando a nova lista de procedimentos para calcular o alcance e o impacto das novas coberturas.
O diretor-presidente da ANS, Fausto Pereira dos Santos, afirmou ontem, no entanto, que o custo deve impactar nos valores dos planos e seguros apenas em 2009. A Abrange, porém, defende que o reajuste valha já para este ano.
Com as alterações, o rol de procedimentos e eventos em Saúde da ANS passará a ter 2.973 itens e irá acompanhar avanços científicos.
Entre os procedimentos incluídos nessa revisão do rol estão algumas novas tecnologias, como o Yag Laser (para cirurgia de catarata), procedimentos para anticoncepção (DIU, vasectomia e ligadura tubária), plástica após redução de estômago e análise de DNA, procedimentos cirúrgicos e invasivos, além de exames laboratoriais.
Terapia ocupacional, fonoaudiologia, nutrição e psicoterapia também foram incluídos, bem como procedimentos de promoção da saúde e prevenção de riscos e doenças, como a mamografia digital.
A nova lista é a referência de cobertura mínima obrigatória para cada segmento de planos de saúde --ambulatorial, hospitalar com ou sem obstetrícia e plano referência-- contratada pelo consumidor. A lógica do rol é voltada para a cobertura e não para o pagamento.
O índice de reajuste dos planos de saúde considerados novos, aqueles contratados após 1º de janeiro de 1999, é definido pelo governo em maio. Em 2007, a ANS estabeleceu em 5,76% o teto de reajuste. Os planos novos respondem por cerca de 26 milhões de contratos, segundo a ANS.
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