União Européia adia reforma da política antidumping
da France Presse, em Bruxelas
A UE (União Européia) adiou, sem data definida, a reforma de sua política antidumping (contra a venda de produtos a preços abaixo dos custos de produção) que deveria ser apresentada em janeiro, segundo o comissário europeu de Comércio, Peter Mandelson. A medida foi tomada por não haver consenso entre os países membros a respeito do assunto.
"O contexto político não é fácil. Alguns afirmam que em um momento no qual estimulamos nossos parceiros, como a China, a respeitar as regras do jogo comercial eqüitativas, não devemos nos arriscar a dar a impressão de que a UE poderia baixar a guarda", disse Mandelson.
O comissário destacou que, ao fim da consulta pública iniciada no fim de 2006 sobre esta reforma, estava "claro que a questão é politicamente sensível e continua alimentando um grande debate e desacordos entre governos e entre atores econômicos".
A idéia de reformar os instrumentos de defesa comercial da UE, em particular a política antidumping, surgiu em 2006 com o objetivo declarado de adaptá-los à globalização.
Mandelson queria permitir às empresas européias que exportam uma parte de sua produção ficar isentas, ao menos em forma parcial, das medidas antidumping da UE.
O comissário também queria levar mais em consideração os interesses de importadores, distribuidores e consumidores.
Porém, seis detratores, especialmente França e Itália, suspeitavam que as medidas pretendiam debilitar a política antidumping da UE.
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