Após período de estabilidade, juros bancários começam 2008 em alta
da Folha Online
Após um período de relativa estabilidade dos juros bancários, principalmente no segundo semestre do ano passado, 2008 começa com elevação das taxas para empréstimo pessoal.
Segundo pesquisa da Fundação Procon-SP divulgada nesta segunda-feira, o juro bancário para empréstimo pessoal subiu para 5,36% ao mês em janeiro deste ano ante 5,27% em dezembro de 2007.
A variação de 0,09 ponto percentual, segundo a instituição, foi "a primeira alta importante" desde fevereiro do ano passado, quando o acréscimo foi de 0,07 ponto percentual em relação ao mês anterior.
No acumulado de 2007, no entanto, a taxa média do empréstimo pessoal foi de 5,32% ao mês, indicando um decréscimo de 0,04 ponto percentual em relação à de 2006 (5,36% ao mês). Ao longo do ano passado, a modalidade teve variação negativa de 0,57% entre os bancos pesquisados --5,30% ao mês em janeiro ante 5,27% em dezembro.
"O ciclo de queda da taxa básica de juros, que se iniciou em setembro de 2005, foi interrompido na reunião de outubro de 2007. O risco de uma elevação dos níveis de inflação foi o principal motivo para a cautela das autoridades monetárias", resgata a pesquisa do Procon. Há três reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), do Banco Central, a taxa básica de juros, a Selic, está em 11,25% ao ano.
Dos dez bancos consultados para o levantamento deste mês --Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco--, três aumentaram suas taxas de juros no empréstimo pessoal. Entre as altas, estão a do Nossa Caixa (de 4,25% para 4,70% a.m), a do Real (de 5,90% para 6,30% a.m.), a do HSBC (de 4,60% para 4,63% a.m). Os demais bancos mantiveram as taxas.
Segundo os técnicos do Procon-SP, o período é de cautela para o consumidor, já que janeiro é um mês comprometido com impostos, taxas, matrículas e despesas com material escolar.
"As compras por impulso e a contratação de empréstimos desnecessários podem desequilibrar seriamente o orçamento. O consumidor deve priorizar o pagamento de dívidas e, se possível, utilizar o cheque especial somente em situações emergenciais e de curto prazo", recomendam.
Cheque especial
A elevação da taxa de um único banco da amostra não chegou a interferir na taxa média do cheque especial, que se mantém no mesmo patamar há quatro meses. A taxa média foi de 8,21% a.m., mesmo percentual do mês anterior devido ao arredondamento de casas decimais.
Uma alta na taxa do Banco do Brasil --de 7,52% para 7,56% ao mês-- provocou uma leve variação na taxa média geral de 8,205% a.m. em dezembro para 8,209% neste mês.
O levantamento da Fundação Procon-SP, órgão vinculado a Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, foi realizado entre os dias 3 e 4 de janeiro.
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