Vendas do pequeno varejo de SP caem 1,6% nos 11 meses de 2007
da Folha Online
O pequeno varejo no Estado de São Paulo registrou alta de 0,6% no faturamento de novembro de 2007, ante igual mês do ano anterior, segundo pesquisa divulgada pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) nesta segunda-feira. No acumulado dos onze meses de 2007, o segmento apurou queda de 1,6%.
Dos sete grupos analisados em novembro, quatro apresentaram queda no faturamento. A Fecomercio-SP aponta como principal dificuldade enfrentada pelo pequeno varejo a concorrência desleal com grandes redes, além da distribuição de aparelhos contrabandeados, no caso de eletrodomésticos, e da importação de peças chinesas, no setor de autopeças.
O volume de vendas no segmento de Alimentos e Bebidas --o mais importante na composição do índice da pesquisa devido à participação no orçamento familiar-- teve queda de 6,4% no faturamento real em novembro e acumulou baixa de 13,5%.
O fraco desempenho das Lojas de Eletroeletrônicos nos últimos cinco meses se acentuou em novembro, com queda de 14% no faturamento mediante o mesmo período de 2006. No ano, o segmento teve queda de 8,3%. Já o pior desempenho ficou por conta das Lojas de Autopeças e Acessórios, que apresentaram baixa de 24,7% em relação a novembro do ano anterior. Em 2007, o setor acumula queda de 19,8%.
As Farmácias e Perfumarias tiveram queda de 3,9% no faturamento de novembro e de 6,4% nos onze primeiros meses de 2007. "A perda acelerada de espaço para as grandes redes preocupa, dado que a venda de remédios em termos gerais continua a crescer", afirma a Fecomercio-SP.
O grupo Lojas de Material de Construção teve alta de 16,8% no faturamento real em relação ao mesmo período de 2006. O desempenho, conforme a Fecomercio-SP, é reflexo do aquecimento do setor de construção, além da expansão de crédito. No acumulado do ano, no entanto, o desempenho é negativo (-1,4%).
As Lojas de Vestuário, Tecidos e Calçados tiveram vendas 7,1% maiores em novembro do ano passado, em relação ao mesmo período de 2006, e alta acumulada de 10,9% no ano. O outro resultado positivo ficou por conta das Lojas de Móveis e Decorações, que alcançaram alta de 4,8% na comparação com novembro de 2006, e acumulam alta de 8,9% em 2007.
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