Fundo chinês rejeita injetar recursos no Citigroup
da Folha Online
O governo chinês rejeitou que o banco de fomento chinês China Development Bank --que opera o fundo soberano do país-- investisse no banco americano Citigroup, informou nesta segunda-feira a versão eletrônica do jornal "The Wall Street Journal".
O Citigroup --o maior banco americano por ativos-- busca em fundos do Sudeste Asiático e do Oriente Médio a injeção de dinheiro necessária para poder aliviar as perdas causadas pela crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime").
Através do fundo soberano --que usa recursos das reservas internacionais--, os chineses já tinham investido US$ 5 bilhões no banco de investimentos Morgan Stanley em dezembro. Mas, aparentemente, desistiram de continuar esse movimento.
A negativa do governo chinês sugere que há limites para o poder de caixa do país para dar liquidez e melhorar um pouco os balanços dos bancos atingidos pela crise do subprime.
Segundo pessoas próximas à situação, o plano de investimento --que previa injeção de US$ 2 bilhões-- já estava em negociação há semanas, e só agora o governo chinês preferiu recuar.
O Citigroup tinha esperança de anunciar essa injeção de recursos junto com outros na terça-feira, quando também apresentaria os resultados financeiros do quarto trimestre e anunciaria mais perdas relacionadas aos papéis de crédito subprime.
O banco já recebeu em novembro uma injeção de US$ 7,5 bilhões do fundo Abu Dhabi Investment Authority, dos Emirados Árabes Unidos.
A expectativa do Citigroup, segundo o jornal, é que ainda é necessário captar US$ 10 bilhões para cobrir as perdas com os créditos subprime.
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