Reservas da Petrobras crescem 1,2% em 2007
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
As reservas provadas de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil cresceram 1,2% em 2007, na comparação com o ano anterior, segundo o critério adotado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo).
A autarquia segue o modelo da SPE (Sociedade Internacional dos Engenheiros de Petróleo) e atestou que as reservas nacionais da estatal chegaram a 13,920 bilhões de boe (barris de óleo equivalente) ao final do ano passado, ante 13,753 bilhões registrados no fim de 2006.
Desse total, 11,802 bilhões (85%) de barris são relativos ao petróleo. Os 15% restantes se referem aos 336,715 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
Ainda no ano passado, a Petrobras emitiu 53 notificações de descobertas à ANP. Outras 24 áreas encontram-se ainda em fase de avaliação, como Tupi, na Bacia de Santos, cujas reservas estimadas variam de 5 bilhões de boe a 8 bilhões de boe.
As novas reservas provadas em 2007 somaram 875 milhões de boe (barris de óleo equivalente de petróleo e gás natural). A produção acumulada, no entanto, chegou a 708 milhões de boe.
Para cada barril extraído em 2007, foi apropriado 1,236 barril, ou seja, o índice de reposição de reservas foi de 123,6%, pelo critério SPE. A relação reserva/produção -- que mede o tempo de duração das reservas -- é de 19,6 anos.
Já pelo critério SEC (Securities and Exchange Comission, o órgão regulador do mercado de ações americano), as reservas provadas da Petrobras no Brasil chegaram a 10,818 bilhões de boe em 31 de dezembro de 2007, alta de 2,3% em relação aos 10,573 bilhões de boe verificados no final de 2006.
Do total, 9,138 bilhões de boe (84% do total) correspondem apenas a petróleo, e 267,048 bilhões de metros cúbicos referem-se a gás natural, o equivalente a 16% da totalidade.
Por esse critério, foram incorporados 953 milhões de boe de reservas provadas, diante de uma produção que consumiu 708 milhões de boe. Isso indica um índice de reposição de 134,6%. A relação reserva/produção no final de 2007 ficou em 15,3 anos.
O critério SEC não leva em conta projetos em estágio inicial para desenvolvimento da produção. Além disso, os critérios se diferenciam por exigências técnicas distintas para a medição das reservas, como a exigência de contratos formalizados para as reservas de gás, no caso da SEC.
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