Wall Street fecha em forte baixa com temor de recessão nos EUA
da France Presse, em Nova York
da Folha Online
A Bolsa de Nova York registrou uma forte queda nesta terça-feira, refém do pânico causado pelas perdas colossais do Citigroup e do enfraquecimento do consumo: o índice Dow Jones recuou 2,19% e o Nasdaq, 2,45%.
O Nasdaq perdeu todas os lucros acumulados em 2007, e caiu 60,71 pontos, 2.417,59, contra 2.415,29 em 31 de dezembro de 2006.
O Dow Jones Industrial Average (DJIA) perdeu por sua vez 277,04 pontos, fechando a 12.501,11 unidades, a menos de 40 pontos de seu nível do final de 2006.
O resultado o Citigroup refletiu a desvalorização de mais de US$ 18 bilhões no trimestre passado, nos investimentos ligados ao mercado de créditos "subprime" (de maior risco), em particular ao de hipotecas.
Mesmo assim, o resultado ficou acima do esperado pelos analistas: algumas previsões mencionavam perdas de mais de US$ 20 bilhões para o Citi no trimestre passado; a rede americana de TV CNBC informou ontem que as perdas do banco poderiam chegar a US$ 24 bilhões.
A inflação no atacado nos EUA subiu 6,3% em 2007, maior alta desde 1981. O dado causa preocupação, uma vez que a alta nos preços da energia (impulsionados pela alta do petróleo) estiveram entre os que mais subiram no ano passado.
Pressões inflacionárias podem representar um obstáculo a novas quedas de juros do Federal Reserve (Fed, o BC americano). O presidente do Fed, Ben Bernanke, disse na semana passada, no entanto, o que o banco está pronto para novos cortes de juros, a fim de evitar que a economia caia em uma recessão. A taxa está hoje em 4,25% e, após três cortes consecutivos no ano passado, alguns analistas esperam um corte de 0,75 ponto percentual.
A próxima reunião de política monetária do Fed está programada para os próximos dias 29 e 30.
Já a queda nas vendas no varejo foi a maior em seis meses, elevando os temores de que a economia esteja perto de uma recessão. Em 2007 como um todo, as vendas tiveram alta de 4,2%, menor ganho anual desde 2002, quando a expansão foi de 2,4%. Em 2006, a alta nas vendas foi de 5,9%.
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