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Dinheiro
16/01/2008 - 08h19

Consultoria aponta oportunidades e riscos na China em 2008

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da Efe, em Pequim

A economia chinesa oferece grandes oportunidades em 2008, ano da realização dos Jogos Olímpicos em Pequim, mas é preciso analisar os riscos na transição para um modelo de crescimento mais sustentável, segundo estudo da empresa de consultoria internacional Interchina.

O estudo destaca, no entanto, os riscos diante das pressões inflacionárias na China. A previsão é de aumento do custo da mão-de-obra e há bolhas latentes na Bolsa e no setor imobiliário.

Mesmo assim, este "parece determinado a ser outro bom ano". A empresa ressalta especialmente as oportunidades trazidas pelo crescimento expressivo de consumo nas classes médias e baixas.

"A população com renda anual entre US$ 4.000 e US$ 12 mil pode passar dos 100 milhões atuais para quase 600 milhões de pessoas até 2020", diz o estudo.

A demanda interna deverá substituir progressivamente as exportações e o investimento externo como motor do crescimento econômico. A Interchina também prevê um salto "qualitativo" no mercado interno, com crescimento do setor de serviços e lazer, além dos produtos manufaturados.

A progressiva liberalização do setor de serviços abre novas possibilidades para as firmas estrangeiras. Mas o relatório alerta para a "ferocidade" dos concorrentes chineses, já bem posicionados no mercado e com grande apoio governamental.

Segundo o estudo, o governo deve manter a política de valorização gradual do yuan em relação ao dólar, numa faixa de 4% a 6%. "Mas a rapidez da mudança será determinada pelas condições domésticas, mais do que pelas pressões políticas internacionais", aponta.

Entre as maiores ameaças estão problemas estruturais como a fraqueza do sistema financeiro, a corrupção e a poluição.

A empresa de consultoria internacional também acredita que o custo do capital humano continuará crescendo, devido ao impacto da nova legislação trabalhista e à falta de mão-de-obra qualificada. Outra previsão é de que a situação dos direitos de propriedade intelectual não melhore em 2008 "e as violações piorem".

 

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