Lucro do JP Morgan cai 34% no quarto trimestre, com créditos de risco
da Folha Online
O banco americano de investimentos JP Morgan registrou uma queda de 34% em seu lucro no quarto trimestre, para US$ 2,97 bilhões (US$ 0,86 por ação), contra US$ 4,53 bilhões (US$ 1,26 por ação) um ano antes. O resultado refletiu a desvalorização de US$ 1,3 bilhão em seus ativos ligados a papéis no mercado de crédito de risco.
A receita do banco, por sua vez, teve um crescimento de 7% no período, chegando a US$ 17,38 bilhões. O lucro por ação ficou abaixo do esperado pelos analistas --que previam US$ 0,93. Já a receita superou as expectativas, de US$ 17,05 bilhões.
As provisões do banco para arcar com as perdas ligadas ao mercado de crédito foram elevadas para US$ 2,54 bilhões --contra US$ 1,13 bilhão no trimestre anterior.
Segundo o JP Morgan, as carteiras de investimentos imobiliários no varejo e empréstimos na categoria "subprime" (de maior risco) tiveram desempenho abaixo do esperado.
O lucro com a operação do banco de investimentos teve queda de 88%, para US$ 124 milhões, enquanto as operações de serviços financeiros no varejo cresceu 5%, para US$ 752 milhões. O lucro com a divisão de serviços de cartões caiu 15%, para US$ 609 milhões, enquanto as operações comerciais tiveram alta de 13%, indo para um lucro de US$ 288 milhões.
"A natureza diversificada de nossa empresa ajudou a equilibrar áreas de maior risco", disse o executivo-chefe do banco, Jamie Dimon, que destacou que a postura do JP Morgan neste início de ano é de cautela.
"Se a economia se enfraquecer de modo substancial daqui em diante --eventualidade para a qual nós, como empresa, precisamos estar preparados--, isso irá afetar de modo negativo os volumes de negócios e elevar os custos de crédito", afirmou. Ele destacou, no entanto, que o banco está "bem posicionado, dadas as ações de investimentos que tomamos nos últimos anos".
Mesmo com a queda significativa, o banco ainda conseguiu manter um lucro; ontem, o Citigroup mostrou que a crise de crédito causou um prejuízo de US$ 9,8 bilhões no trimestre passado, com uma desvalorização de pouco mais de US$ 18 bilhões com os investimentos ligados aos créditos de risco.
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