Governo estuda intervir em preço de energia
da Folha Online
Pressionado pela falta de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas e por incertezas no fornecimento de gás a usinas térmicas, o preço da energia no mercado livre --ao qual recorrem grandes consumidores, como indústrias e shoppings-- poderá ser alvo de mudanças em seu modelo de cálculo, informou Marta Salomon na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Estudos nesse sentido foram confirmados ontem pelo ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner. O preço da energia no mercado de curto prazo atingiu nesta semana R$ 569,59 por MWh (megawatt-hora). É o valor mais alto desde o segundo semestre de 2001.
A alta de preço não atinge consumidores residenciais ou os clientes dos distribuidores, para quem o reajuste da energia segue as regras do chamado mercado cativo. O aumento tampouco atingiu grandes indústrias. Os maiores entre os grandes consumidores, que comercializam energia no mercado livre, mantêm contratos de longo prazo, com duração de cinco a dez anos. Escapam, assim, da volatilidade de preços.
"O atual patamar de preços é absurdo", comentou o vice-presidente da Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia e de Consumidores Livres), Marcos Vinícius Gusmão. "Mas são poucos os consumidores expostos, que vão ter de optar entre desligar ou ficar inadimplentes."
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