Preços ao consumidor nos EUA sobem 4,1% em 2007, maior alta desde 1990
da Folha Online
O CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) nos EUA teve alta de 4,1% em 2007, maior índice anual desde 1990. O núcleo dos preços, que exclui alimentos e energia e é uma das balizas para o Federal Reserve (Fed, o BC americano) quando determina sua taxa de juros, teve alta de 2,4%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Departamento do Comércio.
A alta no núcleo superou a margem considerada adequada pelo Fed, entre 1% e 2%. A alta no índice geral de preços se deveu aos aumentos nos preços de energia, alimentos e nos cuidados com a saúde.
Em dezembro, porém, a inflação registrou alta de 0,3%, recuo significativo em relação ao 0,8% registrado em novembro, o que dá um certo alívio nas previsões futuras.
Os preços da energia tiveram alta de 0,9% em dezembro, na comparação com novembro (quando houve alta de 5,7%), segundo o departamento. Os preços da gasolina tiveram alta de 1,1% no mês passado, enquanto a tarifa de energia elétrica teve queda de 0,2%. Já os preços dos alimentos não tiveram variação.
Os preços na categoria Saúde tiveram alta de 0,3%, enquanto na categoria Vestuário a alta foi de 0,2%, após a alta de 0,8% em novembro. Na categoria Transportes a alta foi de 0,5%. Os preços na categoria Habitação (que respondem por cerca de 40% da composição do CPI) tiveram alta de 0,3%
Ontem o departamento mostrou que os preços no atacado nos EUA subiram 6,3% no ano passado, maior alta desde 1981.
O Fed reduziu sua taxa de juros no ano passado em três ocasiões consecutivas --setembro (0,50 ponto percentual); outubro (0,25 ponto percentual); e dezembro (0,25 ponto percentual)-- a fim de evitar que a atual crise nos EUA, causada pelos problemas nos mercados de créditos de risco se torne uma recessão.
A alta da inflação, segundo analistas ouvidos pelo diário americano "The Wall Street Journal", não deve impedir que o Fed efetue um novo corte na próxima reunião de política monetária (marcada para os dias 29 e 30 deste mês), uma vez que o controle da crise ganhou mais espaço nas preocupações do BC americano.
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