Dinheiro
16/01/2008 - 18h21

"Livro Bege" indica crescimento mais lento nos EUA e Bolsas sobem em NY

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da Folha Online

A Bolsa de Valores de Nova York passou a subir nesta quarta-feira após a divulgação do "Livro Bege", o documento baseado em dados coletados nas 12 divisões regionais do Federal Reserve (Fed, o BC americano).

O "Livro Bege" foi recebido como sinal que a recessão pode não estar ainda à porta: o documento informa que, entre meados de novembro e por todo o mês de dezembro, a economia manteve algum ritmo de crescimento, "mas em ritmo mais lento" que o verificado no "Livro Bege" anterior.

Às 18h18 (em Brasília), o índice Dow Jones Industrial Average (DJIA) subia 0,73%, indo para 12.592,89 pontos, enquanto o S&P 500 subia 0,56%, para 1.388,69 pontos. A Bolsa Nasdaq, por sua vez, tinha alta de 0,28%, indo para 2.424,37 pontos.

Segundo o Fed, a economia perdeu força no fim do ano passado com a queda nos gastos dos consumidores, o que afetou em particular os setores automobilístico e de artigos domésticos. A avaliação confirma o dado divulgado ontem pelo Departamento do Comércio, que apontou uma queda de 0,4% nas vendas no varejo em dezembro. As vendas de automóveis e autopeças tiveram queda de 0,4% no mês passado, após uma queda de 1,4% em novembro.

Nas lojas de aparelhos eletrônicos houve queda de 1,9%; de 2,9% em lojas de materiais de construção e jardinagem; de 2% em lojas de roupas; e de 2% em lojas de artigos esportivos e livrarias.

Com os sinais de que uma desaceleração na economia americana se acumulando, aumenta a expectativa de que o Fed reduza sua taxa de juros na próxima reunião de política econômica (marcada para os dias 29 e 30 deste mês). A taxa atual é de 4,25% ao ano e alguns analistas esperam que o banco faça um corte de 0,75 ponto percentual.

Durante o dia o índice composto da Bolsa Nasdaq operou em baixa atingido pelo lucro abaixo do esperado da fabricante de processadores Intel. A empresa anunciou ontem que obteve um lucro de US$ 2,27 bilhões (US$ 0,38 por ação) no quarto trimestre do ano passado, contra US$ 1,5 bilhão (US$ 0,26 por ação) um ano antes. A expectativa dos analistas, no entanto, era de um lucro de US$ 0,40 por ação.

As perdas com a Intel, no entanto, foram ofuscadas pelo resultado menos negativo que o esperado do banco de investimentos JP Morgan. O banco teve um lucro de US$ 2,97 bilhões no quarto trimestre, uma queda de 34% em relação ao mesmo período de 2006. O dado foi visto como resultado positivo, se comparado ao do Citigroup: prejuízo de US$ 9,8 bilhões entre outubro e dezembro do ano passado.

Os dois bancos sofreram desvalorizações em seus segmentos de créditos de risco (principalmente hipotecas), mas, enquanto o primeiro registrou uma perda de US$ 1,3 bilhão, o segundo teve uma queda de US$ 18,1 bilhões.

 

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