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Dinheiro
18/01/2008 - 10h18

Fundo derruba liminar e pode tirar quatro aviões da VarigLog

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MAELI PRADO
da Folha de S.Paulo

O fundo de investimentos americano Matlin Patterson conseguiu derrubar na Justiça de São Paulo uma liminar que impedia o arresto de quatro aviões Boeing-757/200 da VarigLog, ex-subsidiária da Varig de transporte de cargas.

O pedido de arresto na Justiça é da Wells Fargo, agente fiduciário do Matlin Patterson, que está em disputa judicial com os sócios brasileiros da companhia. O fundo já havia conseguido, no final de 2007, o arresto de outro avião usado pela empresa de cargas que estava parado em Miami (EUA).

Em nota, a VarigLog afirmou que não foi notificada da decisão. A empresa diz que, caso a decisão judicial se confirme, a sua frota atual "permitiria manter com segurança as operações que cobrem a atual malha da empresa, tanto no âmbito doméstico quanto no internacional". A companhia não informou de quantos aviões se compõe sua frota atualmente.

Na nota, a empresa disse que a frota atual permite a manutenção de todas as linhas regulares que opera hoje. "A VarigLog ressalta que o valor correspondente ao leasing dos aviões que são motivo da ação judicial está inteiramente depositado em juízo, enquanto a Justiça analisa o processo."

O Matlin Patterson se associou a investidores brasileiros (Marco Antonio Audi, Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) para investir na empresa. A VarigLog comprou as operações da Varig em leilão e depois revendeu a companhia aérea à Gol por US$ 320 milhões.

Os sócios continuaram administrando a empresa de cargas, que, segundo os últimos dados disponíveis, tem 47% do mercado brasileiro de cargas aéreas. Os sócios brasileiros e o fundo de investimentos divergem sobre o destino dos recursos referentes à venda da Varig.

A Gol pagou US$ 98 milhões em dinheiro pela companhia, US$ 172 milhões em ações e um montante em debêntures.

Na Justiça, o fundo de investimentos Matlin Patterson conseguiu o bloqueio de parte das ações e acusa os sócios de depositarem os US$ 98 milhões em dinheiro na Suíça e de terem gasto US$ 13 milhões sem que isso fosse registrado na contabilidade da ex-subsidiária, o que a VarigLog nega.

 

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